Mutirão nacional realiza mais de 230 mil atendimentos de saúde

Um mutirão nacional envolvendo cerca de mil hospitais e centros de saúde públicos e privados em todo o país realiza, neste fim de semana, mais de 230 mil procedimentos de saúde, incluindo exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas.

A ação prioriza o público feminino, no contexto do mês da mulher, e faz parte do programa Agora Tem Especialistas, lançado no ano passado pelo governo federal com a proposta de reduzir as filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos de média e alta complexidade.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que este é o maior mutirão da história do SUS, dedicado exclusivamente à saúde da mulher, durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), uma das unidades participantes, com previsão de realizar 800 atendimentos ao longo do fim de semana.

Nos dois dias de atendimento, serão oferecidos exames essenciais para o diagnóstico precoce de doenças, incluindo tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, exames oftalmológicos e auditivos. Além disso, estão agendadas cirurgias ginecológicas, como histerectomia, reconstrução mamária, e cirurgias gerais, como catarata e retirada de hérnia.

A estratégia do programa Agora Tem Especialista incluiu uma nova tabela de pagamentos do SUS, com aumento nos repasses para cirurgias e exames e a troca de dívidas tributárias de hospitais privados por atendimento especializado a pacientes do SUS. Isso resultou em um recorde de cirurgias em 2025, com mais de 14,7 milhões de procedimentos eletivos.

A realização de mutirões periódicos tem ajudado na redução da fila do SUS, que aumentou desde a pandemia devido à suspensão temporária de cirurgias eletivas e exames especializados.

Entre os tratamentos oferecidos, está o implante de 3,8 mil unidades do Implanon, um método contraceptivo subdérmico. Na rede privada, o método pode custar até R$ 3 mil, mas no SUS, é gratuito.

A empregada doméstica Roseane Cunha foi uma das pacientes atendidas no HUB, recebendo um aparelho auditivo após uma espera de cerca de quatro anos. Ela também foi encaminhada para uma cirurgia no ouvido.

Em outro setor do hospital, um mutirão de atendimento oftalmológico exclusivo para mulheres com 40 anos realizou exames específicos e ofereceu óculos. Cristina Pereira Gonçalves, de 42 anos, foi uma das atendidas, recebendo óculos e encaminhamento para cirurgia de pterígio.

Para o gerente de Atenção à Saúde do HUB, Rodolfo Lira, o ‘Dia E’ amplia o acesso a atendimentos e procedimentos de forma organizada e resolutiva, fortalecendo o SUS ao integrar equipes multiprofissionais e otimizar a capacidade dos hospitais universitários.

Fonte: Agência Brasil

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