Nada justifica conflitos acabarem em bombardeio, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, repudiou veementemente o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido na madrugada deste sábado, com explosões em Caracas e em estados vizinhos como Aragua, Miranda e La Guaira. Em publicação em sua rede social X, ele afirmou que “nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, destacando os riscos para civis e serviços de saúde.

Padilha enfatizou que guerras destroem estruturas essenciais, impedem cuidados médicos e geram impactos multiplicados quando ocorrem em nações fronteiriças, como a Venezuela, que divide limites com Roraima. O ministro recordou que o Ministério da Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) em Roraima já lidam com os reflexos da crise venezuelana há tempos, absorvendo demandas extras antes mesmo desse episódio.

Ele mencionou especificamente a suspensão de financiamentos americanos à Operação Acolhida, o que obrigou o Brasil a elevar investimentos na região. Desde então, o Ministério ampliou a presença de profissionais na capital roraimense e em áreas indígenas, por meio da Agência do SUS. Padilha detalhou que, desde o agravamento das tensões militares no entorno venezuelano, prepararam a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e equipes de Saúde Indígena para mitigar os efeitos do conflito na saúde pública brasileira.

O ataque, ordenado pelo presidente Donald Trump, resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação de grande escala anunciada pelo líder americano como “brilhante”. Explosões fortes foram registradas por volta das 2h locais em Caracas, com sobrevoos de aeronaves, levando o governo venezuelano a denunciar uma “gravíssima agressão militar” e decretar estado de exceção, ativando planos de defesa nacional. Trump prometeu mais detalhes em coletiva de imprensa.

Padilha encerrou sua mensagem clamando pela paz e reafirmando o compromisso: “Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”. A proximidade geográfica reforça a preocupação com um possível fluxo maior de refugiados e demandas no SUS de Roraima, já pressionado pela migração anterior.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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