Duas obras literárias que ajudam a entender a formação histórica, social e cultural da Paraíba serão apresentadas ao público na próxima quarta-feira (11), a partir das 16h30, no Teatro Paulo Pontes (Espaço Cultural), em João Pessoa. Com o apoio do Governo da Paraíba, por meio da Fundação Casa de José Américo (FCJA), da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), os livros “Da bagaceira ao mel” e “Paraíba, século XXI — Estratégias e soluções” terão lançamento duplo em evento que contará com a presença de autoridades, organizadores, autores e representantes dos meios acadêmico e cultural.
Os dois volumes revisitam criticamente o legado intelectual de José Américo de Almeida por meio de ensaios assinados por intelectuais de alta densidade acadêmica e sensibilidade humanística — a maioria, paraibanos —, sob a coordenação do engenheiro e escritor Marcone Pereira Simões e da professora Janete Lins Rodriguez, gerente do Museu Casa de José Américo. “Memória, história, estratégia e soluções compõem esse conjunto interdisciplinar resultante da dedicação de dezenas de intelectuais, na maioria, paraibanos”, disse a professora.
Ambas as publicações, segundo os organizadores, reafirmam o compromisso da atual gestão estadual com a preservação da memória, a valorização da literatura e a promoção de um debate público qualificado acerca dos desafios e perspectivas do desenvolvimento da Paraíba. Marcone Simões definiu a ideia de rediscutir “A Paraíba e seus problemas”, centenária obra de José Américo, como uma aventura singular. “A proposta teve o objetivo de procurar soluções tanto para as adversidades pendentes como o aprimoramento de soluções dadas para alguns entraves que ainda impedem o pleno desenvolvimento do nosso estado, uma missão que se coaduna com o mais elevado espírito humanista, tanto no aspecto filosófico quanto no espiritual”, ressaltou.
Para Fernando Moura, presidente da FCJA, os ensaios reunidos nas duas obras oxigenam, de forma excepcional, as grandes questões que ainda precisam ser equacionadas para o pleno desenvolvimento da Paraíba — e, por extensão, da região nordestina. “É uma boa hora de revisitar os encaminhamentos anteriores e de projetar alternativas”, salientou.