Papa Leão XIV apela por fim da guerra durante vigília no Vaticano

O papa Leão XIV fez um apelo aos líderes mundiais para que cessem o que chamou de ‘loucura da guerra’, neste sábado (11), data em que autoridades dos EUA e do Irã se reúnem no Paquistão para discutir o término do conflito que já dura seis semanas.

Durante uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro, o primeiro papa norte-americano condenou o uso da linguagem religiosa para justificar a guerra e afirmou que a ‘ilusão de onipotência que cerca o mundo está se tornando cada vez mais imprevisível’.

Em seu apelo direto aos líderes, ele declarou: ‘Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento’.

Conhecido por escolher suas palavras com cuidado, Leão se destacou como um crítico declarado da guerra do Irã. Neste sábado, ele usou uma linguagem vigorosa para denunciar o conflito, citando cartas de crianças em zonas de guerra que descreviam ‘horror e desumanidade’.

O papa também mencionou a oposição da Igreja à invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, referindo-se a um apelo do falecido papa João Paulo II feito dias antes do início do conflito.

Leão exclamou: ‘Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!’

Em 30 de março, ele afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e têm as ‘mãos cheias de sangue’, e novamente neste sábado denunciou o uso da linguagem cristã para justificar a guerra.

Ele alertou que ‘o equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado’ e que ‘até mesmo o santo Nome de Deus, o Deus da vida, está sendo arrastado para discursos de morte’.

Declarações anteriores do papa foram vistas por comentaristas católicos conservadores como críticas ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que usou linguagem cristã para justificar ataques dos EUA e Israel contra o Irã.

O serviço especial de oração deste sábado foi anunciado pelo papa no último domingo, durante sua mensagem de Páscoa.

Fonte: Agência Brasil

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