A consistente geração de empregos formais e de oportunidades de trabalho levou a Paraíba a fechar o ano de 2025 com a menor taxa de desocupação da Região Nordeste e também de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), iniciada em 2012, ou seja, a menor em 14 anos. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de desocupação da Paraíba caiu de 8,3%, em 2024, para 6%, em 2025.
Em termos de redução de pontos percentuais, a Paraíba foi o segundo Estado entre as 26 unidades e Distrito Federal que mais diminuiu os percentuais de desocupação no ano de 2025. A queda na desocupação de 2,3 pontos percentuais da Paraíba, de 2024 para 2025, foi superada apenas pelo Estado de Roraima que caiu 2,5 pontos percentuais (7,6% para 5,1%). A Região Nordeste, que historicamente tem as maiores taxas de desocupação das regiões do País e de toda a série do PNAD, registrou uma queda de 1,6 ponto porcentual (de 8,6% para 7,1%).
QUEDA NA DESOCUPAÇÃO CHEGOU A 33% NA PARAÍBA – Segundo ainda os dados da pesquisa do IBGE, o número de pessoas desocupadas no 4º trimestre de 2025 (out/nov/dez) em relação ao mesmo período de 2024 na Paraíba caiu 33,3%. Em números absolutos a desocupação caiu de 155 mil (4º tri de 2024) para 103 mil (4º tri de 2025) ou mais de 51 mil pessoas a menos desocupadas. Já a população ocupada atingiu 1,704 milhão de pessoas no último trimestre.
Com os números da pesquisa da PNAD do IBGE de 2025 houve a alteração no ranking na taxa de desocupação dos estados do Nordeste. A Paraíba ganhou cinco posições e assumiu a liderança do Nordeste, alcançando a menor taxa de desocupação do Nordeste. Os três estados do Nordeste com a menor taxa de desocupação agora são Paraíba (6%), Ceará (6,5%) e Maranhão (6,6%). Já os Estados de Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) têm as maiores da Região.
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, comemorou mais “um resultado exitoso, excepcional e histórico de um indicador que é ao mesmo tempo econômico e social da Paraíba, que é o avanço da geração de postos de trabalho e a redução a níveis históricos de toda a série do desemprego ao chegar a 6% de desocupação em 2025. Nunca tivemos um índice tão baixo de desocupação, segundo o IBGE. Em toda a série histórica, nesses 14 anos, é o menor índice de desemprego da Paraíba, elevando a Paraíba agora, a menor taxa de desocupação dos Estados Nordeste, que é mais um marco governamental”.
E detalhou: “Se formos considerar apenas o recorte do último trimestre de 2025 (out/nov/dez) em relação ao último trimestre de 2024, na mesma pesquisa do IBGE, a taxa de desocupação da Paraíba caiu ainda mais. Ela diminuiu para 5,7%, saindo de 8,5%, no último de trimestre de 2024, para 5,7%, no último de 2025, o que aponta para uma queda de 2,8 pontos percentuais. Ou seja, reduzimos a desocupação para uma taxa ainda mais histórica do Estado. A Paraíba está bem próxima, agora, da taxa histórica de desocupação no Brasil, que ficou em 5,1% no 4º trimestre de 2025. É bom lembrar que a média do Nordeste ficou em 7,1%”.
REFLEXO DE AÇÕES ASSERTIVAS – Segundo Marialvo, essa taxa histórica de desemprego da Paraíba chegou a esse patamar devido ao conjunto de ações assertivas do governo, com os seus investimentos estruturantes, gestão fiscal equilibrada, que faz com que a Paraíba prospectasse e atraísse mais investimentos, além de uma parceria exitosa com o setor privado, o grande gerador de empregos e oportunidades de trabalho. “São essas ações que fazem com que a Paraíba se destaque em nível nacional em vários setores da economia. Para se ter uma ideia, nos últimos sete anos criamos somente de empregos formais 1,3 milhão de postos com saldo de 145 mil”, pontuou.
DEVER DE CASA BEM FEITO – Para o secretário da Fazenda Estadual, os inúmeros índices positivos que a Paraíba tem alcançado “é reflexo de uma política de desenvolvimento, que começou com o dever de casa bem feito, que é a gestão fiscal equilibrada e consistente, com foco em melhorar a qualidade de vida do paraibano. Enfim, chegar a esse nível histórico de quase pleno emprego é uma missão que o governador cumpriu com muito zelo, com muito êxito, fazer com que o desemprego da Paraíba fosse reduzido a esse índice. Vamos continuar agora em 2026 investindo e atraindo mais empresas para a gente conseguir reduzir mais ainda esse índice”, finalizou.
SEGMENTOS QUE MAIS TÊM PESSOAS OCUPADAS – De acordo ainda com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, os cinco segmentos na Paraíba que mais tem pessoas ocupadas no 4º trimestre de 2025 são: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (372 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (326 mil); Informação, comunicação e atividades financeiras (172 mil); Construção (165 mil); e Indústria geral (159 mil) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (156 mil); e Serviços domésticos (106 mil).
SOBRE A PESQUISA DO IBGE – A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. A amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios de todos os estados, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.
O IBGE considera como desocupadas pessoas que não trabalham, mas estão ativamente em busca de uma oportunidade. A taxa de desocupação, por sua vez, popularmente conhecida como taxa de desemprego, é o percentual de desocupados dentro do grupo de pessoas que estão na força de trabalho do país
