Um ano termina e outro se inicia, trazendo consigo a tradição de traçar metas pessoais para o período vindouro. No entanto, na maioria das vezes, essas promessas são amplas e genéricas, o que as torna difíceis de cumprir, levando a uma frustração comum entre as pessoas.
Felipe Cosentino, coordenador da unidade cardiointensiva do Hospital Badim, no Rio de Janeiro, destaca a perseverança como o elemento essencial para converter desejos em conquistas reais. Segundo o médico, o erro mais frequente está em definir objetivos grandiosos demais, que geram desânimo e abandono precoce. “A lista de desejos da população é extensa e inclui itens como encontrar um novo amor, casar, conquistar o emprego ideal, adquirir algo muito almejado ou simplesmente cuidar melhor da saúde e do bem-estar”, explica ele. O problema surge quando esses anseios não se materializam, reforçando um ciclo de insucesso.
Para superar isso, Cosentino recomenda substituir as metas vagas por hábitos sustentáveis e progressivos, que possam ser incorporados gradualmente à rotina. Em vez de promessas abstratas como “vou emagrecer” ou “vou fazer exercícios”, o ideal é optar por ações concretas e viáveis, como “caminhar três vezes por semana” ou “reduzir o consumo de ultraprocessados”. Essa abordagem transforma o processo em algo palpável, aumentando as chances de adesão e sucesso a longo prazo.
O cardiologista enfatiza que o segredo reside na consistência: pequenos passos acumulados constroem mudanças duradouras, evitando o esgotamento causado por expectativas irreais. Assim, o ano novo pode representar não apenas o início de resoluções passageiras, mas o momento para cultivar práticas que promovam saúde e realização genuína.
