Petrobras aguarda solução para licenciamento na Foz do Amazonas

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, manifestou nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, a expectativa de que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceda a licença ambiental necessária para a exploração na Bacia da Foz do Amazonas. Ela anunciou que uma nova reunião entre as equipes da estatal e do órgão ambiental está agendada para a próxima quinta-feira, dia 16, com o objetivo de esclarecer pendências que ainda retardam a aprovação do licenciamento.

Magda destacou a urgência do processo diante do prazo limite do contrato da sonda de perfuração, marcado para o dia 21 de outubro. Caso a Petrobras não inicie a perfuração até essa data, a sonda poderá ser retirada do local, o que implicaria a necessidade de reiniciar todo o processo de licenciamento do zero, atrasando ainda mais o projeto. A executiva ressaltou que a empresa enfrenta grande dificuldade em conseguir a locação de uma nova sonda idêntica, pois este equipamento é raro e de última geração, com apenas duas ou três unidades disponíveis mundialmente. Além disso, o custo diário da sonda alcança R$ 4,2 milhões, o que aumenta a pressão para o início imediato dos trabalhos.

O Ibama, por sua vez, solicitou informações adicionais à Petrobras para avaliar definitivamente o pedido de licença. O órgão apontou que ainda existem “pendências e incertezas” relacionadas aos planos de Emergência Individual e de Proteção à Fauna apresentados pela estatal, exigindo ajustes antes da decisão final. Essa solicitação segue uma análise técnica após a resposta da Petrobras às primeiras observações, contendo novos detalhes sobre medidas ambientais e de segurança.

A exploração na Bacia da Foz do Amazonas é vista pela indústria como uma possível nova fronteira petrolífera, dadas as grandes reservas potenciais no local. Contudo, enfrenta forte resistência devido aos elevados desafios socioambientais da região, que envolvem uma rica biodiversidade marinha e potenciais impactos ambientais. Desde 2022, a Petrobras investiu mais de R$ 1 bilhão em atividades relacionadas ao licenciamento ambiental, incluindo milhões no aluguel da sonda, embarcações e serviços aéreos, demonstrando a complexidade e o custo envolvidos no projeto.

Magda Chambriard expressou otimismo para que a reunião da próxima quinta-feira possa resolver as pendências pendentes e viabilizar o início da perfuração dentro do prazo, evitando a retirada da sonda e consequentes atrasos significativos para o desenvolvimento da exploração na região.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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