A Petrobras teve lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais em comparação ao mesmo período de 2025. Esse é um dos maiores resultados trimestrais da série histórica.
Segundo a empresa, o resultado foi marcado por recordes na produção de óleo, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia; ao fator de utilização do parque de refino de 101%; e crescimento das exportações, que chegaram a quase um milhão de barris por dia.
A elevada utilização do parque de refino levou a produção de 509 mil barris de petróleo por dia de diesel S10 e 109 mil de querosene de aviação.
Já a produção de derivados atingiu 1,9 milhão de barris por dia, que representa um crescimento de 5,6% comparada ao primeiro trimestre de 2026.
Com o aumento da produção de derivados, houve redução das importações em 40% em relação ao trimestre anterior.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, avaliou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo
Investimentos
Foram investidos R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Deste valor, 82% foram destinados para o segmento de exploração e produção.
Neste trimestre, destacam-se os investimentos na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, com entrada em operação prevista para 2027.
O dado mais relevante para além do lucro é que a Petrobras fechou o trimestre com produção total de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14% em um ano, com o pré-sal respondendo por 83,5% do volume. Esse avanço confirma uma mudança estrutural no perfil operacional da companhia: a geração de caixa passa a depender cada vez mais de campos de alta produtividade e menor custo unitário, o que tende a sustentar margens mais robustas mesmo em cenários de maior volatilidade do Brent.
Também chama atenção a dimensão do ciclo de investimentos em curso. A empresa mantém 11 novas plataformas programadas para o pré-sal até 2027, e projetos como P-80, P-82 e P-83 devem ampliar a oferta justamente no campo de Búzios, hoje um dos ativos mais estratégicos da estatal. Na prática, isso indica que parte relevante do resultado atual ainda não capturou integralmente a próxima onda de produção, com efeitos potenciais sobre emprego industrial, encomendas à cadeia naval e aumento da arrecadação em estados produtores.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
