Os trabalhadores do Sistema Petrobras decidiram iniciar uma greve nacional a partir da zero hora da segunda-feira, dia 15 de dezembro, após rejeitarem a segunda contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2025-2026. A categoria considerou a proposta insuficiente, pois não avançou nos três pontos centrais das negociações: a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que impactam a renda de aposentados e pensionistas; melhorias no plano de cargos e salários com garantias de recomposição sem mecanismo de ajuste fiscal; e a pauta pelo Brasil Soberano, que defende a Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios que fortaleça a estatal.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que, mesmo após quase três anos de debates com o governo e entidades participantes, a Petrobras não apresentou uma solução conclusiva para os PEDs, além de não oferecer respostas satisfatórias para outras reivindicações acumuladas no processo negocial. Com a rejeição da contraproposta, os sindicatos notificarão oficialmente a Petrobras sobre a greve na sexta-feira, cumprindo os prazos legais.
Antes do início da paralisação, aposentados e pensionistas de diversas regiões retomam, a partir desta quinta-feira (11), uma vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobras no Rio de Janeiro. A mobilização cobra uma solução para os equacionamentos da Petros e permanecerá durante o período das negociações. Paralelamente, representantes da categoria participam de reuniões em Brasília com o governo e integrantes da Comissão Quadripartite, composta por Petrobras, Sest, Previc e entidades do Fórum em Defesa dos Participantes da Petros.
A FUP e os sindicatos mantêm-se abertos ao diálogo, mas ressaltam que o resultado das assembleias e o calendário de mobilizações demonstram firme disposição da categoria em pressionar por avanços significativos no ACT.
Em nota oficial, a Petrobras afirmou que mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, participa regularmente das negociações e apresentou uma proposta com avanços para a categoria na última terça-feira (9). A empresa ressaltou que respeita o direito de manifestação dos trabalhadores e adotará medidas de contingência, se necessário, para garantir a continuidade das atividades durante a greve.
