A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em dinheiro e bens ligados ao crime organizado entre janeiro e novembro de 2025, valor superior aos R$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2024, informou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues[1]. Segundo Rodrigues, os recursos “foram efetivamente retirados do crime organizado” e foram apreendidos sob diversas formas, incluindo dinheiro em espécie, imóveis, embarcações, aeronaves, criptomoedas e ouro[1]. Ele explicou que quantias também foram localizadas em contas de investigados, embora o valor efetivamente apreendido costume ser inferior ao montante inicialmente bloqueado pela Justiça[1]. Em entrevista concedida na sede da PF, em Brasília, Rodrigues defendeu a estratégia de descapitalização das organizações criminosas e afirmou que é necessário mirar nas lideranças e financiadores que comandam essas estruturas, e não apenas em moradores de favelas[1]. O diretor também criticou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pela soltura do deputado Rodrigo Bacellar, preso dias antes pela PF sob suspeita de ter vazado informações sobre uma grande operação contra o crime organizado no estado[1]. No balanço apresentado, a PF contabilizou 3.310 operações homologadas em 2025 até o momento, ante 3.133 em 2024, e 2.413 mandados de prisão cumpridos, contra 2.184 no ano anterior, números que Rodrigues disse demonstrar “um resultado mais eficiente das investigações”[1]. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) também divulgou seu desempenho em 2025: 215 operações, 978 prisões, 1.551 buscas e apreensões cumpridas e R$ 163,31 milhões em recursos descapitalizados do crime[1].
