A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado da morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Federal também foi informada sobre o pedido, cujo objetivo é impedir que o adolescente deixe o país.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o Ministério Público (MP) do estado se manifestou favorável à solicitação. A instituição destacou sua atuação contínua para que a denúncia dos envolvidos prossiga para a justiça, acompanhada das provas já obtidas na investigação.
O caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o MP. Na sexta-feira, o MP anunciou que requisitará diligências complementares à Polícia Civil para aprofundar as investigações sobre a morte do cão Orelha. Tanto a 10ª Promotoria de Justiça da capital quanto a 2ª Promotoria de Justiça concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos.
O MP identificou lacunas na apuração sobre a possível participação de adolescentes em atos infracionais relacionados a maus-tratos contra animais. A Polícia Civil, por sua vez, acredita haver base legal para o pedido de internação do adolescente investigado.
O órgão também investiga a possível prática de coação e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes e um porteiro de um condomínio na Praia Brava. O MP afirmou que irá requisitar diligências complementares para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais.
Na terça-feira, a Polícia Civil encerrou as investigações sobre as agressões ao cão Orelha e solicitou a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos. Para provar a participação do autor, as autoridades utilizaram tecnologia importada e análise de imagens de câmeras de segurança.
Foram analisadas mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras, e 24 testemunhas foram ouvidas. As imagens foram fundamentais, permitindo verificar as roupas usadas pelo acusado no dia do crime e confirmar que ele saiu de madrugada do condomínio onde mora.
