Preços de repelentes podem variar até 110%, diz Procon

# Repelentes de Insetos: Variação de Preços Chega a 110% em Farmácias Brasileiras

Um levantamento realizado pelo Procon-SP revelou que os preços de repelentes de insetos podem variar até 110% entre diferentes farmácias e drogarias, com diferenças que chegam a mais de R$ 44 para um mesmo produto. A pesquisa analisou os preços praticados em sites de comércio eletrônico no dia 15 de janeiro de 2026, considerando 32 itens de seis grandes marcas pesquisados em nove portais de venda online.

Um dos casos mais evidentes de disparidade foi o do **Repelente Exposis Infantil 100ml** na versão spray, encontrado por R$ 39,90 em uma plataforma, mas custando R$ 83,95 em outra, representando uma diferença percentual de 110,40%. Ao optar pelo preço mais baixo, o consumidor economizaria R$ 44,05 por unidade. O levantamento também identificou outras variações relevantes, como o **Repelente OFF Family 200ml** em loção, com variação de 106,63% entre R$ 16,89 e R$ 34,90, e o **Repelente Exposis Extreme 100ml** em spray, com variação de 105,26% entre R$ 39,90 e R$ 81,90.

Este é o terceiro ano consecutivo que o Procon-SP realiza esse monitoramento durante o verão, período em que aumentam significativamente os casos de dengue e a procura por produtos de proteção. O levantamento visa orientar consumidores a se protegerem sem comprometer o orçamento familiar, especialmente em um contexto de recorrentes surtos da doença.

O uso de repelente é fundamental como medida de proteção à saúde pública, principalmente durante o verão, quando o calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito **Aedes aegypti**, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Embora exista vacina contra a dengue, ela ainda não está disponível para toda a população, tornando os repelentes essenciais. Os produtos que contêm **DEET**, **icaridina** e **IR 3535** em sua fórmula são especialmente eficazes na prevenção da picada do mosquito, causador de doenças para as quais não existem vacinas, como é o caso da zika.

Para uma compra segura e consciente, o Procon-SP recomenda que os consumidores verifiquem se o repelente possui registro oficial na **Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)** e observem a formulação do produto para identificar se contém ingredientes que possam causar alergias. Além disso, é importante pesquisar preços em diferentes estabelecimentos e considerar o custo do frete ao fazer compras pela internet, pois ele pode anular a economia obtida no preço do produto. Recomenda-se ainda confirmar a confiabilidade do site, consultando a lista de plataformas não confiáveis disponível no portal do Procon-SP para reduzir o risco de golpes. Antes de usar o produto continuamente, é aconselhável testá-lo em uma pequena área da pele para evitar possíveis reações alérgicas.

Apesar da percepção de alta de preços em diversos setores da economia, comparação entre os valores médios de novembro de 2025 e janeiro de 2026 indicou uma queda média de 0,77% nos preços dos repelentes, enquanto o **IPC-SP da Fipe** registrou variação positiva de 0,52% no mesmo período.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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