A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, alertou para o aumento da desinformação com a proximidade das eleições de 2026, destacando que esse fenômeno é promovido com intenções maliciosas para gerar descrença na população e capturar a vontade livre do eleitor[1][2].
Ao abrir, nesta terça-feira, um seminário da Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação, ela enfatizou que as tecnologias em si não são ruins, mas seu mau uso pode contaminar o processo eleitoral, especialmente por meio de mentiras divulgadas de forma tecnologicamente avançada[1][2][3].
Cármen Lúcia criticou aqueles que tentam manipular a escolha dos eleitores para alcançar resultados específicos, afirmando que a dúvida corrói as bases democráticas das eleições[2].
Ela defendeu que o voto deve ser um ato livre, sem pressões externas ou ataques à liberdade de escolha de cada eleitora e eleitor[2][4].
A magistrada pregou tranquilidade no combate à desinformação, garantindo que o processo seja íntegro, sem tumultos ou violência[2][4].
O evento, realizado em Brasília e transmitido pelo canal do TSE no YouTube, reúne servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais, representantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, com foco na preparação para o ciclo eleitoral de 2026[1][2][3].
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participou da abertura, destacando a interligação entre crime organizado, segurança de candidatos e circulação de conteúdos falsos, além do uso de tecnologias para cruzamento de dados[1][3][4].
A presidente do TSE apontou a inteligência artificial como um dos maiores desafios, capaz de transformar falsidades em conteúdos que parecem verídicos nas redes sociais[1][4].
Ela defendeu a identificação e remoção transparente de materiais manipulados, sem restringir a liberdade de expressão, que é pilar da democracia[4].
O seminário prossegue até quinta-feira, estimulando o intercâmbio técnico para enfrentar esses riscos[3].
Cármen Lúcia permanece à frente da Justiça Eleitoral até agosto, quando o ministro Nunes Marques assumirá a presidência do TSE[2].
As eleições de 2026 ocorrem em 4 de outubro no primeiro turno e 25 de outubro no segundo, se necessário, com votação para presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais[1].
Atualmente, o TSE conduz uma consulta pública sobre as regras eleitorais, com aprovação prevista até 5 de março, debatendo inclusive o uso de IA nas campanhas e o combate à desinformação[2].
O Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado em 2021, já conta com mais de 160 parcerias para mitigar esses efeitos de forma multidisciplinar[2].
