Programa de Cisternas: Beneficiários de Vista Serrana recebem curso sobre gerenciamento de recursos hídricos

Fotos: Alberto Machado

Com o objetivo de apresentar e discutir o significado e a importância do Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH), bem como cuidar do manuseio adequado das cisternas construídas em suas comunidades, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), por meio da Direção de Segurança Alimentar e Nutricional, realizou nesta semana reunião de formação para os beneficiários do Programa de Cisternas no município de Vista Serrana, onde serão construídas 92 cisternas do tipo Primeira Água, com 16 mil litros de capacidade de armazenamento.

O Programa de Cisternas é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com contrapartida do Governo da Paraíba. A formação foi ministrada pela equipe da Ação Social Diocesana de Patos (ASDP), entidade não-governamental contratada por meio de edital público, responsável por gerir o processo de cadastramento, seleção, capacitação e construção das cisternas no município. Os beneficiados foram divididos em dois grupos, que durante dois dias participaram de palestras e dinâmicas, com o intuito de chamar a atenção desses moradores para sua comunidade, buscando despertar o sentimento de estar incluído e conectado.
 
A ASDP foi selecionada para gerir a execução de cisternas nos municípios de Areia de Baraúnas, Condado, Cajazeirinhas, Emas, Mãe D”água, Malta, Manaíra, Pombal, São Bentinho, Santa Luzia, Vista Serrana, Bonito de Santa Fé, totalizando 1.064 cisternas com 16 mil litros de capacidade, 72 cisternas tipo calçadão; 10 cisternas de enxurrada; 10 cisternas barreiro trincheira e 10 barragens subterrâneas.

A técnica do Programa Cisternas da Sedh, Francicleide Fernandes de Sousa, destaca que a ação não é apenas técnica, “é compromisso com as pessoas e com a vida no campo, por isso, estar presente junto às agricultoras e agricultores faz a diferença; ouvindo, acompanhando de perto e reforçando que as políticas públicas podem, de fato, transformar realidades e manter viva a esperança. A segurança alimentar é construída em conjunto, como uma rede que sustenta e garante dignidade às famílias. E a presença da Sedh, é acima de tudo, um gesto de respeito e de cuidado com cada família atendida”. 

Alana Rodrigues Medeiros, mãe de duas filhas, que trabalha como gari, falou das dificuldades atuais para conseguir água para suprir as necessidades. “Atualmente, busco água na residência de minha mãe, localizada a cerca de 300 metros. A necessidade de buscar água representa uma dificuldade, especialmente porque temos crianças. A chegada das cisternas é um benefício que representa para nós, sertanejos, que enfrentamos longos períodos de seca, a esperança de ter água disponível em casa para uso imediato. Será muito positivo”, ressaltou emocionada. 

Programa de Cisternas – O coordenador Técnico da Ação Social Diocesana de Patos, José de Arimatéia Vicente Gouveia, destaca que o Programa de Cisternas é uma política pública de extrema importância para as famílias que vivem no semiárido paraibano, por garantir o acesso à água de qualidade para o consumo humano e para a produção de alimentos. “O programa promove a segurança hídrica e alimentar das famílias, melhora a saúde e dá dignidade para as famílias. Também garante a permanência do homem e da mulher no campo reduzindo os impactos das secas e das mudanças climáticas, além de transformar a realidade das famílias ao garantir o direito humano de acesso à água e evitar o êxodo rural no semiárido paraibano”.   

A cisterna de 16 mil litros d’água garante a água de beber e cozinhar, reduz doença causadas pela escassez hídrica e diminui o esforço de carregar água, especialmente pra mulheres e crianças. 

As tecnologias de segunda água como cisternas calçadão, cisternas enxurrada, barragem subterrânea e barreiro trincheira permitem o plantio de hortaliças e a criação de pequenos animais, garantem a segurança alimentar das famílias e dos animais, além de aumentarem a renda das famílias que comercializam o excedente da produção nas feiras da agricultura familiar e a para os programas de fortalecimento da agricultura familiar, Programa de Aquisição de Alimento (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

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