Receita prevê arrecadar R$ 200 bi com modelo de cobrança amigável

# Receita Federal Bate Recorde de Arrecadação em 2025 com Nova Estratégia de “Cobrança Amigável”

A arrecadação federal encerrou 2025 com **recorde histórico de R$ 2,886 trilhões**, representando um crescimento real de 3,65% em relação ao ano anterior, quando o governo arrecadou R$ 2,652 trilhões. Este é o melhor resultado registrado na série histórica da Receita Federal, que começou em 1995.

A marca representa a consolidação de uma mudança definitiva na atuação do Fisco. O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que 2026 marca uma transição de paradigma, deixando a postura antiquada de um Fisco reativo e repressor para uma Receita que antecipa problemas, orienta os contribuintes e evita o litígio.

Em dezembro de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,724 bilhões, também recorde para o mês, com crescimento real de 7,46% em relação a dezembro de 2024. A arrecadação administrada especificamente pela Receita Federal somou R$ 2,763 trilhões, com crescimento real de 4,27%.

O desempenho reflete tanto medidas arrecadatórias adotadas pelo governo quanto o comportamento da atividade econômica. Sem considerar pagamentos atípicos, o crescimento real teria sido de 4,82%.

Vários tributos contribuíram para o resultado. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 86,477 bilhões, alta real de 20,54% em relação a 2024, em decorrência de alterações legislativas. As receitas previdenciárias somaram R$ 737,571 bilhões, com crescimento de 3,27%. O PIS/Cofins arrecadou R$ 581,946 bilhões, elevação de 3,03%.

Entre os setores econômicos, as entidades financeiras lideraram a arrecadação com R$ 341,386 bilhões, alta de 13,44% em relação a 2024. O comércio atacadista ficou em segundo lugar com R$ 183,609 bilhões, crescimento de 2,81%. Um destaque especial foi o setor de apostas e jogos de azar, que arrecadou R$ 9,953 bilhões em 2025, ante R$ 91 milhões em 2024, reflexo da regulamentação do setor.

A nova estratégia da Receita se fundamenta em uma abordagem diferenciada conforme o perfil do contribuinte. Para os bons pagadores, o modelo prioriza orientação preventiva e ausência de multas. Para contribuintes ocasionalmente inadimplentes, oferece autorregularização. Já para devedores contumazes, o Fisco pretende intensificar a fiscalização e as penalidades.

A “cobrança amigável”, que funciona como uma fase entre a inadimplência inicial e o litígio, vem se mostrando eficaz. Em 2022, essa modalidade arrecadou R$ 130,5 bilhões; em 2023, R$ 146,6 bilhões; em 2024, R$ 171,2 bilhões; e em 2025, R$ 177,5 bilhões. A Receita Federal estima alcançar R$ 200 bilhões com essa estratégia em 2026.

A Lei Complementar nº 225/2026, sancionada no início de janeiro, institucionalizou essa nova postura ao estabelecer o Código de Defesa do Contribuinte, incorporando medidas para o tratamento dos devedores contumazes e da cobrança amigável. Segundo Barreirinhas, essa mudança alicerçada em marcos legais construídos desde 2023 melhorará a relação do Fisco com contribuintes em dia e agirá duramente contra maus pagadores.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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