Retrospectiva: 2025, ano mágico de João Fonseca no tênis profissional

Fenômeno, sensação, prodígio. Esses foram alguns dos adjetivos que marcaram a trajetória do tenista carioca João Fonseca ao longo de 2025, um ano de ascensão meteórica no circuito profissional. Com apenas 19 anos ao fim da temporada, o número 1 do Brasil abriu o ano na 145ª posição do ranking mundial da ATP e fechou entre os 24 melhores do planeta, com 1.635 pontos, após saltar 121 posições só em 2025 – somando 706 de avanço em dois anos.

A decisão de abraçar o profissionalismo logo após o título no Next Gen ATP Finals de 2024, renunciando ao tênis universitário nos Estados Unidos, provou-se acertada desde o primeiro torneio do ano. Em janeiro, com 18 anos recém-completados, Fonseca conquistou o Challenger 125 de Canberra, na Austrália, ao bater o americano Ethan Quinn por duplo 6-4 na final. Foram dez vitórias consecutivas, um salto de 32 posições no ranking e o novo melhor posto da carreira até então, o 113º.

O estrondo veio no Australian Open, seu debut em Grand Slam. Na primeira rodada, o carioca derrubou o russo Andrey Rublev, então número 9 do mundo, por 7-6(7-1), 6-3 e 7-6(7-5) – feito inédito desde 2002 para um adolescente em sua estreia em Major. A vitória rendeu manchetes globais e consolidou seu status de promessa. Em fevereiro, aos 18 anos, ergueu o troféu do ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, tornando-se o brasileiro mais jovem e o sétimo mais jovem do mundo a vencer um título ATP Tour. Foi o sul-americano mais novo a lograr tal conquista desde 1990.

O ano seguiu com participações sólidas nos Majors: terceira rodada em Roland Garros, eliminado pelo britânico Jack Draper, número 5; vitórias sobre top 50 como Arthur Fils e avanços em Eastbourne, onde duelou de igual para igual com Taylor Fritz, número 5, na grama. No US Open, chegou à terceira rodada antes de cair para Tomas Machac. Ao todo, somou seis vitórias em Grand Slams e disputou todos os quatro.

O ápice veio em outubro, aos 19 anos, com o título histórico no ATP 500 de Basel, na Suíça – o maior da carreira até então e o primeiro de um brasileiro na categoria desde Gustavo Kuerten em 2001, no Cincinnati Masters. Na final, venceu o espanhol Alejandro Davidovich Fokina por 2 a 0, impulsionando-o ao top 30 e ao posto de número 28 do mundo. Antes disso, em setembro, brilhou no Laver Cup representando o Time Mundo, derrotando nomes como Taylor Fritz e Alex de Minaur, com direito a vitória sobre um ex-top 3.

Não faltaram elogios de gigantes: Jannik Sinner, número 2, previu no Australian Open que Fonseca terminaria o ano no top 25 – profecia cumprida à risca. Novak Djokovic e Roger Federer também se declararam fãs. A popularidade explodiu, culminando na eleição como Atleta da Torcida na categoria masculina do Prêmio Brasil Olímpico 2025, concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil em votação popular.

De 730º em 2024 para 24º em 2025, João Fonseca não só cumpriu expectativas como reescreveu capítulos do tênis brasileiro, misturando potência no forehand, movimentação precisa e mental inabalável. O mundo do tênis agora espera o próximo passo desse prodígio carioca.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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