Rio de Janeiro atingiu marcas históricas de calor nesta segunda-feira, 12 de janeiro, registrando temperaturas extremas que consolidaram o dia como o mais quente do verão 2025/26. A medição mais alta foi de 41,4°C em Santa Cruz, na zona oeste, de acordo com o Sistema Alerta Rio, enquanto outras estações meteorológicas também registraram valores alarmantes, como 40,7°C na Vila Militar. Estes números não apenas estabeleceram novos recordes para janeiro de 2026, como também superaram o registro anterior de 39,7°C registrado no domingo.
O Rio se tornou a primeira capital brasileira a atingir a marca dos 40°C este ano, ingressando no “Clube das Quarentonas” — grupo restrito de capitais que todos os anos alcançam temperaturas de 40°C ou maiores, composto por Cuiabá, Palmas, Rio de Janeiro e Boa Vista.
O fenômeno é resultado de um sistema de alta pressão que continua influenciando o clima da capital fluminense, provocando dias consecutivos de intenso calor com umidade relativa do ar caindo para patamares críticos, podendo chegar a apenas 20%. A situação foi tão grave que a cidade permanece no nível 3 de um protocolo de cinco níveis de alerta para calor.
Apesar da noite de segunda-feira apresentar previsão de céu claro a parcialmente nublado sem chuva e ventos moderados, o padrão deve se alterar a partir de terça-feira. Entre terça-feira e sexta-feira, áreas de instabilidade associadas ao calor trarão céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva isoladas durante as tardes e noites. As temperaturas máximas devem diminuir gradativamente, variando entre 39°C na terça-feira e 36°C a 37°C nos dias subsequentes, mantendo-se ainda elevadas mesmo com a redução esperada.
As autoridades de saúde implementaram medidas urgentes para proteger a população vulnerável diante do calor extremo. A Secretaria de Saúde instalou pontos de hidratação nas unidades de Pronto Atendimento da capital, enquanto o Samu 192 reforçou sua operacionalidade com motolâncias e veículos de intervenção rápida estrategicamente posicionados. As unidades de saúde adotaram protocolos específicos de classificação de risco e disponibilizam sais de hidratação especialmente para idosos e crianças, grupos mais vulneráveis aos impactos do calor intenso.
Desde 1º de janeiro até o domingo anterior, foram registrados 1.597 atendimentos nas unidades de saúde do estado. Os pacientes apresentaram sintomas como dor de cabeça, tontura e desidratação. O Centro de Inteligência em Saúde do Estado identificou que sete dos 92 municípios fluminenses entraram em nível de alerta Laranja – Severo, incluindo a capital. Esta situação reforça a necessidade de atenção especial da população às orientações das autoridades sanitárias durante o período crítico de calor que deve persistir ao longo da semana.
