Em 24 de fevereiro de 2006, durante o Carnaval no Rio de Janeiro, um grupo de homens roubou quadros de Claude Monet, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Henri Matisse do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa. O crime ocorreu em meio ao desfile do Bloco das Carmelitas e é considerado um dos maiores roubos de arte do Brasil e do mundo, segundo o FBI.
Os ladrões escaparam com cinco obras avaliadas em mais de US$ 10 milhões na época. Passados 20 anos, o crime prescreveu, e os responsáveis não poderão ser punidos. Três suspeitos foram investigados: Paulo Gessé, Michel Cohen e Patrice Rouge. Gessé foi preso, mas liberado por falta de provas. Cohen, envolvido em fraudes nos EUA, fugiu da prisão no Rio antes do roubo. Rouge, que negou envolvimento, foi incluído como suspeito após denúncias anônimas.
O caso inspirou o livro ‘A Arte do Descaso’, de Cristina Tardáguila, que critica a falta de empenho das autoridades em resolver o crime. O Museu Chácara do Céu reforçou sua segurança desde o incidente, mas as obras nunca foram recuperadas. A história deve ganhar nova atenção com a produção de um filme baseado no livro, com participação do produtor Daniel Furiati, presente no bloco no dia do roubo.
A diretora do museu, Vivian Horta, afirma que a segurança é prioridade e que o roubo não compromete a missão institucional do museu. Apesar da prescrição do crime, a esperança de recuperar as obras permanece.
