Roubos caem 18% em São Paulo no primeiro quadrimestre de 2026

Os registros de roubos no estado de São Paulo apresentaram uma redução de 18% no primeiro quadrimestre de 2026, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (28) pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

De acordo com a secretaria, foram registradas 48.550 ocorrências de roubos em geral entre janeiro e abril deste ano, enquanto no mesmo período do ano passado ocorreram 59.202 casos. Este indicador, que abrange assaltos a carga e bancos, atingiu o menor número da série histórica iniciada em 2001.

Desde 2016, quando os casos chegaram ao pico histórico de 107.468 ocorrências nos quatro primeiros meses do ano, os roubos em geral têm mostrado uma tendência de retração. Entre 2016 e 2026, a redução foi de 54,8%.

Os roubos de carga também apresentaram uma queda significativa, ficando abaixo de 1 mil ocorrências pela primeira vez no período analisado. Entre 2025 e 2026, os números passaram de 1.305 para 867 casos registrados, uma redução de 33,6%. Já o número de roubos de veículos caiu de 9.005 ocorrências para 5.883, uma redução de 34,7%.

Os furtos em geral diminuíram 5,8% em 2026, com uma queda de 187.491 no ano passado para 176.675. Os furtos de carga caíram 8,2%, de 171 para 157 ocorrências. Já para os furtos de veículos, a redução foi de 11,1%, de 29.874 para 26.540 casos.

A SSP ainda vai disponibilizar até o final do mês de maio números de crimes ligados à violência contra mulheres e contra a vida neste primeiro quadrimestre do ano. Os indicadores desses crimes causam preocupação devido ao crescimento constante.

Nos primeiros três meses do ano, o estado de São Paulo registrou 86 vítimas de feminicídio, um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2025.

São Paulo também sofreu aumento de descumprimento de medida protetiva de urgência, com 3.020 ocorrências no acumulado do trimestre.

Agressão física contra mulheres é outro crime que cresceu no estado. Segundo dados da SSP, houve o registro de 19.249 casos de lesão corporal dolosa no trimestre, um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Fonte: Agência Brasil

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