Os Estados Unidos anunciarão a suspensão da emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro. A medida, divulgada em comunicado do Departamento de Estado na quarta-feira (14), visa impedir que imigrantes desses países se tornem um encargo público ou utilizem benefícios sociais em taxas consideradas inaceitáveis.
O congelamento afeta apenas vistos de imigração, preservando a emissão de vistos de turismo, negócios e outras categorias não imigrantes. Países como Rússia, Irã, Iraque, Colômbia, Uruguai, Cuba, Haiti, Iêmen, Afeganistão, Somália, Nigéria e Tailândia integram a lista, ao lado de nações africanas, asiáticas e do Caribe. A Argentina ficou de fora.
De acordo com o Departamento de Estado, a decisão resulta de uma revisão completa das políticas migratórias para assegurar que imigrantes sejam financeiramente autossuficientes e não representem fardo aos contribuintes americanos. Um memorando interno orienta funcionários consulares a negar pedidos, considerando fatores como idade, saúde, proficiência em inglês e situação financeira, com validade por tempo indeterminado até nova avaliação de triagem.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a suspensão ao compartilhar reportagem da Fox News, que teve acesso ao documento oficial.
Entre os 75 países afetados estão: Afeganistão, Albânia, Antígua e Barbuda, Argélia, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Belarus, Belize, Bósnia, Brasil, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Gana, Geórgia, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Iêmen, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mianmar, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Quirguistão, República Democrática do Congo, República do Congo, Ruanda, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Tailândia, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai e Uzbequistão.
O Itamaraty e a Embaixada dos EUA em Brasília foram procurados, mas não comentaram imediatamente.
