A Corrida Internacional de São Silvestre chega à sua centésima edição batendo recordes históricos de participação. Neste ano, 55 mil corredores de 44 países se inscreveram para a prova, o maior número já registrado em um século de história da mais tradicional corrida de rua do Brasil. Entre os destaques, as mulheres representam 47% do total de inscritos, um salto significativo em relação aos 38% de 2024, marcando o maior índice de participação feminina de todos os tempos.
O evento, que acontece amanhã, 31 de dezembro, em São Paulo, mobiliza uma diversidade impressionante de atletas. Cerca de 4.600 vêm do exterior, com maior presença de Brasil, Alemanha, Estados Unidos e Espanha. A abrangência nacional também cresce: corredores de 1.942 cidades brasileiras, 26% a mais que no ano passado, com São Paulo concentrando 55% dos participantes, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A diversidade etária chama atenção, com 5.500 inscritos acima de 60 anos e o atleta mais velho, de 95 anos, confirmado na largada.
O percurso clássico de 15 quilômetros mantém sua essência paulistana, com largada na Avenida Paulista, entre as ruas Frei Caneca e Augusta, e chegada no número 900 da mesma avenida, em frente ao Edifício Cásper Líbero. Os corredores passam por ícones da cidade, como Avenida Dr. Arnaldo, Avenida Pacaembu, Vale do Anhangabaú, Praça da República, Largo do Paissandú, Avenida Ipiranga, Avenida São João e a desafiadora subida final da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. O relevo exigente da capital transforma a prova em um teste de resistência, atraindo profissionais e amadores de diferentes idades e nacionalidades.
A evolução da participação feminina foi celebrada por nomes de peso do atletismo brasileiro. Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira, na capital paulista, a corredora Núbia de Oliveira, terceira colocada na edição de 2024 e melhor brasileira na prova, destacou o marco. “Esse crescimento na participação de mulheres me motiva ainda mais para vencer amanhã”, afirmou a atleta, animada com o recorde que reflete a força crescente do esporte entre as mulheres no país.
A premiação total chega a R$ 295.160, a maior da história da São Silvestre, e a operação da corrida envolve milhares de profissionais em organização, segurança e saúde. Espera-se que 28 mil pessoas acompanhem o percurso pelas ruas. No histórico da prova, iniciada em 1925 com apenas 146 participantes, o Quênia domina com 17 vitórias masculinas e 18 femininas, enquanto o Brasil soma 11 triunfos entre os homens e cinco no feminino. Destaques eternos incluem Paul Tergat, com cinco títulos masculinos, e Rosa Mota, portuguesa com seis vitórias consecutivas e maior campeã geral.
A centésima edição reforça o legado da São Silvestre como evento que se confunde com a história de São Paulo, ocupando as ruas no Réveillon e unindo gerações em um grande palco esportivo. Transmitida por TV Globo e TV Gazeta, a prova promete emocionar ao celebrar um século de superação e tradição.
