O Ministério da Saúde anunciou o encerramento da Sala de Situação criada em outubro para monitorar casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, considerando que o país atingiu um cenário de estabilidade epidemiológica. O último caso registrado foi em 26 de novembro de 2025, referente a um paciente que apresentou sintomas a partir de 23 de novembro. Ao longo do período, foram notificados 890 casos, com 73 confirmados e 22 mortes confirmadas, sendo São Paulo o estado mais afetado, seguido por Pernambuco, Paraná, Mato Grosso, Bahia e Rio Grande do Sul.
A Sala de Situação foi instalada poucos dias após o primeiro alerta emitido em 26 de setembro pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, quando os primeiros casos começaram a surgir. A equipe que integrava o monitoramento incluiu representantes da Anvisa, Fiocruz, Ebserh, Conselho Nacional de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, além dos ministérios da Agricultura, Pecuária, Justiça e Segurança Pública, reunindo esforços para controle, investigação, assistência e diagnóstico.
Durante o período de monitoramento ampliado, o Ministério da Saúde distribuiu 1.500 ampolas de fomepizol e 4.806 unidades de etanol, antídotos essenciais para o tratamento da intoxicação por metanol, priorizando as regiões com maior incidência de casos e circulação de bebidas adulteradas. O governo também garantiu um estoque estratégico nacional de 2,6 mil ampolas de antídoto para assegurar atendimento contínuo.
Com a redução expressiva dos casos e mortes, a vigilância e o acompanhamento dos casos de intoxicação por metanol retornam agora ao fluxo rotineiro do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, apesar do encerramento da Sala de Situação, o governo segue atento e preparado para manter o cuidado e a vigilância sem interrupções. Além disso, o governo intensificou ações de repressão à produção e comércio de bebidas irregulares, com a participação da Polícia Federal para investigar a origem do metanol utilizado.
O balanço dessa mobilização destaca a rápida e coordenada resposta do país, que garantiu diagnóstico, assistência e distribuição dos antídotos necessários, contribuindo para estabilizar o quadro epidemiológico e evitar que mais vidas fossem perdidas.
