A Secretaria Executiva da Proteção Animal (Sepa), que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, nessa quinta-feira (26), uma visita técnica ao entorno do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, com o objetivo de mapear a presença de animais em situação de rua na região.
Durante a ação, a equipe técnica identificou a presença de felinos errantes que procuram abrigo nas proximidades da unidade hospitalar. A iniciativa teve como foco compreender a dinâmica desses animais no local, avaliar suas condições de saúde e levantar dados essenciais para a construção de estratégias eficazes de manejo e bem-estar animal.
A partir do levantamento realizado, será elaborado um relatório técnico e plano de manejo que servirá como base para a implementação de ações de controle ético populacional, por meio da castração dos animais identificados. A medida visa não apenas reduzir a reprodução descontrolada, mas também melhorar a qualidade de vida desses felinos e contribuir para o equilíbrio sanitário da região.
De acordo com a médica-veterinária responsável pelo mapeamento, Vanessa Valadares, a ação é fundamental para garantir intervenções mais assertivas. “Esse levantamento nos permite entender a realidade dos animais que vivem no entorno do hospital, possibilitando um planejamento adequado das ações de castração, acompanhamento e encaminhamento para adoção responsável. É um trabalho técnico que impacta diretamente na saúde e no bem-estar desses animais”, destacou.
Além disso, após o processo de castração e recuperação, os animais poderão ser encaminhados para programas de adoção responsável, garantindo a eles uma nova oportunidade de convivência em um ambiente seguro e acolhedor.
A ação reforça o compromisso da Sepa com a causa animal, promovendo políticas públicas que aliam saúde, bem-estar e responsabilidade social. O mapeamento de animais errantes se configura, ainda, como uma ferramenta estratégica de saúde pública e ambiental, ao identificar focos de superpopulação e possíveis riscos sanitários, orientando ações de castração, vacinação e vigilância. Essa abordagem integrada contribui para a prevenção de zoonoses como raiva, leishmaniose, leptospirose e esporotricose, além de reduzir riscos de acidentes e impactos ambientais causados pela presença desordenada desses animais, fortalecendo a atuação conjunta entre saúde animal, humana e ambiental.
