Silvinei Vasques é transferido para Brasília

Na manhã deste sábado, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi transferido de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Brasília, onde deve ser encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista, no Núcleo 2 da ação penal, Vasques cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em São José, Santa Catarina, mas rompeu o equipamento e fugiu na véspera de Natal.

A fuga começou na noite de quarta-feira, 24 de dezembro. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde residia mostram Vasques, vestindo calça de moletom preta, camiseta cinza e boné preto, carregando bolsas para o porta-malas de um carro por volta das 19h22. Ele levou um cachorro pitbull, ração e tapetes higiênicos. A tornozeleira parou de emitir sinal de GPS às 3h da madrugada de quinta-feira, 25. Agentes da Polícia Federal foram ao local e confirmaram sua ausência, após uma equipe da Polícia Penal de Santa Catarina também tentar localizá-lo sem sucesso.

Vasques viajou de carro de Santa Catarina até o Paraguai, onde foi detido na madrugada de sexta-feira, 26, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. Ele tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador, fazendo escala no Panamá, usando um passaporte falso de um paraguaio cujo documento havia sido extraviado. Ainda na sexta, a polícia paraguaia o levou até a fronteira e o entregou a agentes da PF na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Na mesma noite, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou sua prisão preventiva, destacando as evidências de tentativa de fuga para driblar ordens judiciais.

Após passar a noite detido em Foz do Iguaçu, Vasques foi levado em uma aeronave da Polícia Federal a Brasília, com chegada por volta das 13h. Antes da condenação, em dezembro de 2025, ele havia pedido exoneração do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, função para a qual fora nomeado em janeiro do mesmo ano. A decisão de Moraes reforça a gravidade da conduta, com indícios de planejamento detalhado para evadir a justiça brasileira.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

Leia mais