Supremo Tribunal Federal inicia Ano Judiciário de 2026 com sessão solene

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta segunda-feira (2) a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, marcando o início dos trabalhos após o recesso. A cerimônia está marcada para as 14h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Também foram convidados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, que representarão o Ministério Público e os advogados. O encontro dos líderes dos Três Poderes ocorre em um momento de críticas à Corte devido à condução das investigações sobre as fraudes no Banco Master.

Na terça-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O suposto encontro, noticiado pelo Portal Metrópoles, teria ocorrido durante o processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro. O ministro Dias Toffoli foi criticado por manter-se como relator do caso após a Polícia Federal encontrar irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, que pertencia a familiares do ministro.

O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, também foi alvo de críticas por defender Toffoli em nota à imprensa. Os primeiros julgamentos do plenário em 2026 estão agendados para quarta-feira (4), quando os ministros decidirão sobre a validade de regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que limitam o uso das redes sociais por juízes.

Em 11 de fevereiro, a Corte julgará se a liberdade de expressão pode ser limitada em casos de danos à honra e imagem, envolvendo uma ONG que denunciou maus-tratos de animais na Festa do Peão de Barretos. A adoção do Programa Escola Sem Partido será discutida em 19 de fevereiro.

A Primeira Turma do STF marcou para 24 de fevereiro o julgamento presencial da ação penal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. São réus pela suposta participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, o ex-deputado Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major da PM Ronald Alves de Paula e o ex-policial Robson Calixto. Todos estão presos preventivamente.

A investigação da Polícia Federal aponta que o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da vereadora aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, envolvidos com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

Fonte: Agência Brasil