O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu nesta segunda-feira um alerta laranja de perigo para tempestades na faixa litorânea dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, devido aos efeitos persistentes de um ciclone extratropical que causou estragos no Sul e Sudeste do Brasil durante o final de semana.
O fenômeno, o primeiro ciclone extratropical de 2026, formou-se na sexta-feira passada, originando-se de uma área de baixa pressão entre o Paraguai, norte da Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul. Ele ganhou força no sábado, provocando chuvas intensas, ventos fortes e temporais em vários estados. Apesar de já se deslocar para o oceano Atlântico, o sistema ainda gera volumes de chuva de até 100 milímetros por dia e rajadas de vento entre 60 e 100 km/h na região litorânea afetada.
No Rio Grande do Sul, 18 cidades sofreram com o aumento das chuvas e ventos, resultando em queda de árvores, enchentes e destelhamento de casas. Em Santa Catarina, a Defesa Civil registrou danos em 15 municípios até esta segunda-feira, afetando 91 residências e cinco estruturas públicas. No Paraná, o impacto foi agravado pela passagem de um tornado em São José dos Pinhais no sábado, com ventos de 180 km/h, classificado como F2 na escala Fujita pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental. O tornado atingiu 1.200 pessoas e 350 casas, deixando duas feridas leves.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional coordenou uma reunião com agentes de proteção e defesa civil estaduais, municipais e federais para preparar respostas aos danos. O Inmet orienta a população a evitar se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos perto de torres de transmissão ou placas de propaganda e desligar aparelhos eletrônicos conectados à rede elétrica para prevenir acidentes.
Embora o ciclone se afaste rapidamente, a instabilidade climática persiste, com risco de mais temporais na região.
