Após Israel atacar duas vezes uma das principais usinas petroquímicas do Irã, o país persa retaliou contra uma instalação petroquímica da Arábia Saudita e prometeu suspender restrições para novos ataques, intensificando a crise no mercado global de energia.
Israel anunciou que irá bombardear linhas férreas no Irã, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou um ultimato, ameaçando com ações de grandes proporções contra o país. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que suspenderá a contenção que vinha exercendo até o momento.
Tel-Aviv atacou o complexo petroquímico de Shiraz, alegando que era utilizado para a produção de explosivos. Outra instalação iraniana atacada está na província de Bushehr. A Companhia Nacional de Petroquímica do Irã está investigando os danos.
O Irã retaliou bombardeando o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita. A IRGC afirmou que os EUA e seus parceiros ficarão privados do petróleo e gás da região. A Arábia Saudita não comentou sobre os ataques.
Outro complexo saudita atacado foi o de Ju’aymah, supostamente pertencente à empresa dos EUA Chevron Phillips. O Irã também atacou um navio israelense nos Emirados Árabes Unidos, alertando contra qualquer cooperação com Israel e os EUA.
Os ataques fazem parte da 99ª onda desde o início das agressões contra Teerã. No Irã, pelo menos 109 pessoas foram mortas em 24 horas, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã. Desde o final de fevereiro, 1,6 mil civis e 1,2 mil militares iranianos foram mortos.
