Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado um ataque em larga escala contra a Venezuela, afirmando que a operação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do país. A ação, realizada em conjunto com forças policiais americanas, atingiu a capital Caracas e outras cidades como Miranda, Aragua e La Guaira, por vias aérea e terrestre, com explosões registradas por volta das 2h ou 3h no horário local, incluindo no aeroporto de La Carlota e em bases militares.

Trump divulgou a notícia em sua rede social Truth Social, pouco depois das 4h30 no horário do leste dos EUA, declarando que os Estados Unidos “realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder”. Ele acusou Maduro de comandar uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas, contexto de uma campanha de pressão que incluiu bombardeios a barcos no Caribe nos últimos meses – ao menos 35 incidentes, com mais de 115 mortos, segundo o governo americano. O presidente norte-americano agendou uma coletiva de imprensa para as 11h em Mar-a-Lago, prometendo mais detalhes.

Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou o ataque como “vil e covarde”, rejeitando a presença de tropas estrangeiras e pedindo ajuda internacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e Flores, exigindo “prova de vida” imediata. O governo de Maduro declarou estado de “Comoção Exterior” em todo o território nacional, suspendendo direitos, ativando planos de defesa e convocando a população às ruas para repudiar o que chamou de “ataque imperialista” contra alvos civis e militares. Autoridades venezuelanas acusaram os EUA de visar recursos estratégicos como petróleo e minerais, em uma tentativa de “guerra colonial” e mudança de regime, e anunciaram queixas ao Conselho de Segurança da ONU, à CELAC e ao Movimento dos Países Não Alinhados.

Explosões múltiplas – pelo menos sete – foram ouvidas em Caracas, com aeronaves voando baixo, fumaça subindo de hangares e instalações sem energia. Moradores correram para as ruas em bairros chavistas, enquanto outras áreas ficaram vazias; partes da cidade sofreram blecautes, mas o tráfego de veículos prosseguiu. A Administração Federal de Aviação dos EUA proibiu voos comerciais no espaço aéreo venezuelano devido à “atividade militar em curso”. Maduro havia negado envolvimento com o narcotráfico e, na véspera, manifestado abertura para negociar com Washington contra o tráfico de drogas, mas reiterava que as ações americanas visavam derrubá-lo.

A situação permanece fluida, com o governo bolivariano mobilizando forças armadas e milícias, sem confirmação imediata sobre quem assume o comando no país. Cilia Flores, advogada e deputada da Assembleia Nacional, é figura central no círculo de Maduro, sancionada pelos EUA por suposta pilhagem de recursos venezuelanos.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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