O lançamento do foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela sul‑coreana Innospace, está previsto para esta quarta‑feira (17) às 15h45, horário de Brasília, partindo do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, numa janela que vai de 16 a 22 de dezembro[8][4].
O voo, batizado Operação Spaceward, é conduzido pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com a própria Innospace, e representa o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro[3][8]. Cerca de 400 profissionais brasileiros e sul‑coreanos trabalham na operação, que tem entre seus objetivos testar a capacidade de Alcântara para atuar como base comercial de lançamentos e inserir o Brasil no mercado global de serviços de lançamento[1][3].
O Hanbit‑Nano é um lançador de dois estágios com 21,8 m de comprimento, 1,4 m de diâmetro e massa aproximada de 20 toneladas, projetado para colocar pequenos satélites em órbita baixa — nesta missão a meta é uma órbita de cerca de 300 km de altitude com inclinação de 40 graus[2][11]. A propulsão do veículo combina sistemas híbridos (componentes de combustível sólido e líquido) e o foguete já passou por testes de separação de estágios e outras verificações de desenvolvimento anteriores[2][4].
Dentro da coifa foram integradas oito cargas úteis: cinco pequenos satélites destinados à colocação em órbita e três dispositivos experimentais que permanecerão acoplados ou serão testados durante o voo[4][1]. As operações pré‑lançamento incluem transporte e posicionamento do veículo na plataforma, elevação, conexão dos umbilicais para abastecimento de propelentes, energia e dados, testes de vazamento e checagem das válvulas do sistema de abastecimento, seguidos pela revisão final conjunta da FAB e da AEB antes do carregamento de propelentes e da contagem regressiva final[8][4].
Autoridades do CLA destacam que, além do aspecto técnico, a missão tem significado estratégico e econômico: se bem‑sucedida, pode consolidar Alcântara como polo atraente para investimentos, empresas e inovação no setor espacial, gerando empregos e impulsionando o Programa Espacial Brasileiro[3][1]. A Innospace e órgãos brasileiros mantêm equipes de monitoramento para acompanhamento de trajetória e decisões de prosseguimento do lançamento, responsabilidade que, segundo comunicado, fica sob controle das autoridades brasileiras durante a operação[1][3].
A confirmação final do lançamento depende das checagens meteorológicas e das revisões técnicas de última hora; caso haja adiamento, a janela de 16 a 22 de dezembro permite novas tentativas durante o período reservado[8][4].
