A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, no Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, marcou um momento histórico ao ser a primeira edição do evento sediada na Amazônia, considerada o maior sumidouro de carbono do planeta. O encontro reuniu líderes mundiais, cientistas, representantes de mais de 190 países, organizações não governamentais e povos indígenas, que debateram soluções para enfrentar a crise climática e discutiram os rumos da transição energética e da preservação ambiental.
A COP30 foi chamada de “COP da Implementação”, pois o objetivo central era transformar compromissos em ações concretas, especialmente no que diz respeito à transição justa, ao apoio financeiro e à adaptação aos efeitos das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. O evento contou com uma agenda de ação estruturada em seis eixos temáticos, incluindo a valorização dos saberes originários e a participação ativa de comunidades tradicionais.
Apesar do entusiasmo inicial, a conferência terminou sem avanços significativos em pontos cruciais, como a redução da queima de combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento. A chamada “Decisão Mutirão”, documento principal do encontro, não mencionou explicitamente os combustíveis fósseis, responsáveis por cerca de 80% das emissões globais de gases do efeito estufa. Especialistas lamentaram a ausência de medidas práticas para enfrentar essa questão, considerada essencial para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, meta estabelecida no Acordo de Paris.
No entanto, o evento conseguiu aprovar 29 textos e alcançar consenso entre 195 países, o que foi considerado um feito diante da complexidade da agenda climática e da delicada situação geopolítica mundial. Entre os resultados práticos, destacou-se a iniciativa global para proteção de terras, com a antecipação de recursos financeiros e o compromisso de melhorar a gestão de terras, além de anúncios de demarcação de terras no Brasil.
A COP30 também foi marcada por momentos emocionantes, como a homenagem a Marina, que foi aplaudida de pé por vários minutos na plenária final, reconhecida por sua atuação nas negociações. O evento se estendeu por mais um dia do que o previsto, devido à dificuldade em alcançar acordos sobre temas sensíveis, com negociações que se prolongaram por 17 horas seguidas.
A cobertura jornalística do evento foi ampla e diversificada, com destaque para a atuação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), emissora oficial da conferência. A EBC mobilizou mais de 300 profissionais, gerou e distribuiu imagens institucionais em alta definição, e realizou uma cobertura jornalística que valorizou as vozes amazônicas e os saberes tradicionais.
Neste domingo, a TV Brasil exibe um programa especial sobre a COP30, intitulado “A COP da Amazônia”, que traz um resumo das principais discussões e debates ocorridos durante o evento. O especial, com duração de 50 minutos, busca estimular a visão crítica dos cidadãos e destacar a importância da participação da sociedade na construção de um futuro sustentável.
