No clima da Bossa Nova, celebrada em janeiro como um dos gêneros mais emblemáticos da música brasileira, a TV Brasil apresenta o show O Reflexo da Água, com a veterana Jane Duboc revisitando clássicos do cancioneiro nacional inspirados na água. A performance exclusiva vai ao ar na madrugada deste sábado (17) para domingo (18), a partir da meia-noite, resgatando sucessos como Tenho Sede, de Dominguinhos e Anastácia; Correnteza, de Tom Jobim e Luiz Bonfá; e Todo Azul do Mar, de Flávio Venturini e Ronaldo Bastos, além de obras de Dorival Caymmi e Fátima Guedes.
A paraense de Belém, natural do Pará e com carreira que começou na infância em apresentações filantrópicas e festivais locais, sobe ao palco gravado no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. Jane Duboc, que canta desde os 13 anos e profissionalizou-se aos 17 nos Estados Unidos, onde se adaptou a estilos como jazz, blues, soul e bossa nova em clubes variados, comanda o espetáculo tocando violão e teclado. Ela é acompanhada pela banda formada por Pablo Savalla na percussão e vocais, Jefferson Lescowich no baixo acústico, elétrico e vocais, Clarisse Grova na voz e violão, e Leandro Freixo no teclado e vocais.
Apresentado pela cantora e jornalista Bia Aparecida, o show integra o programa Cena Musical, lançado em 2007 pela TV Brasil para exibir performances inéditas da música nacional. Desde 2017, as gravações ocorrem no Espaço Cultural BNDES, com direção de Maíra de Assis e Waldecir de Oliveira. A atração já revelou nomes como MPB4, Jards Macalé, Elba Ramalho, Francis Hime, Olivia Hime, Gilson Peranzzetta, Geraldo Azevedo e Zé Katimba, além de talentos da nova geração, celebrando a diversidade da sonoridade brasileira em janelas semanais.
O conteúdo já está disponível no app TV Brasil Play e no YouTube da emissora, permitindo que o público acompanhe a homenagem à água – tema que permeia o repertório – em qualquer momento. Com influências do jazz de Ella Fitzgerald e big bands como Count Basie e Duke Ellington, somadas a raízes nordestinas como Luiz Gonzaga, Jane Duboc constrói uma trajetória versátil, que inclui discos solo como Languidez, tributos internacionais e direção musical em peças como O Índio Cauã e a Sustentabilidade.
