Onda de calor extrema assola Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos últimos dias de 2025, com o Instituto Nacional de Meteorologia emitindo alertas vermelhos de grande perigo à saúde em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Brasília. Em São Paulo, a capital registrou 37,2 graus Celsius no domingo, marcando um recorde para dezembro não visto em 64 anos, enquanto desvios de até sete graus acima da média foram observados em várias capitais, intensificando o fenômeno em áreas urbanas pelo efeito ilha de calor.
O calor excessivo sobrecarrega o organismo, podendo levar à falência térmica com sintomas graves como confusão mental, pele quente e seca, temperatura corporal acima de 40 graus, tontura, náuseas, exaustão e insolação, evoluindo para choque térmico, convulsões e falência de órgãos em casos extremos. Idosos, crianças e pessoas com comorbidades como diabetes, hipertensão, Alzheimer e insuficiência renal enfrentam riscos maiores de morte, pois o corpo perde água e eletrólitos pelo suor, elevando a pressão cardiovascular e agravando condições crônicas ou problemas mentais como ansiedade e depressão.
A onda, impulsionada por massas de ar quente e baixa umidade, começa a perder força no Sudeste a partir desta segunda-feira, com previsão de queda gradual das temperaturas até quarta-feira, graças a uma área de baixa pressão no Paraguai que traz instabilidades e chuvas intensas de Rio Grande do Sul a Minas Gerais. Em São Paulo, a prefeitura instalou tendas para distribuir água e sombra em pontos movimentados, e banhistas lotam praias no Rio mesmo de madrugada, destacando a adaptação precária da população.
Especialistas reforçam a necessidade de prevenção em casa, fora dela e no dia a dia. Reforce a hidratação bebendo mais água e evitando álcool, que acelera a desidratação; opte por roupas leves e claras de tecidos respiráveis, evite banhos gelados que causam efeito rebote; feche portas, janelas e cortinas durante o pico do calor e abra à noite, usando ventiladores ou ar-condicionado sem exageros para prevenir choque térmico. Fora de casa, verifique a previsão de calor e umidade antes de sair, evite horários entre 12h e 16h, use protetor solar, chapéu e guarda-sol, fuja de ambientes fechados sem ventilação e anote contatos de emergência como o Samu no 192.
Projeções indicam que eventos como esse se intensificarão em 2026 e na próxima década devido às mudanças climáticas, afetando mais os vulneráveis em contextos de desigualdade e escassez de recursos, com alertas para um possível colapso climático antecipado se não houver ações globais vigorosas.
