5º Painel Paraibano de Mudanças Climáticas encerra ciclo de debates com etapa Mata Paraibana, em João Pessoa

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), realizou, nesta quarta (9) e quinta-feira (10), a etapa Mata Paraibana do 5º Painel Paraibano de Mudanças Climáticas. O evento aconteceu na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), em João Pessoa, e encerrou o ciclo de quatro etapas regionais do Painel.
 
A programação também passou por Sousa, com a etapa Sertão, em 7 de agosto; Monteiro, na etapa Borborema, em 14 de agosto; e Campina Grande, na etapa Agreste, em 21 de agosto. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre governo, academia e sociedade civil na busca por estratégias de mitigação e adaptação aos impactos das mudanças climáticas nas diferentes regiões da Paraíba. Ao longo das etapas, o Painel reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes do setor produtivo, startups e estudantes.
 
O secretário executivo da Secties, Rubens Freire, destacou a importância de discutir sobre os desafios ambientais e o desenvolvimento científico e tecnológico. Segundo ele, a integração entre essas áreas é fundamental. “São políticas que precisamos consolidar num momento muito importante. […] Nós sempre tivemos a mania de achar que a Terra é infinita. E não é. O universo é algo muito grande, mas não é ilimitado. Por isso, temos condição de mudar. Essa mudança depende de decisão coletiva e precisa estar refletida com força nas políticas públicas”, destacou, defendendo medidas como a redução das emissões de CO2 e o uso mais racional dos recursos naturais.
 
Um dos palestrantes convidados para a etapa foi Diego Ricardo Xavier, professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e coordenador do Observatório de Clima e Saúde da instituição. Ele participou pela primeira vez do Painel Paraibano nesta edição.
 
Durante a palestra, o pesquisador apresentou o trabalho desenvolvido pelo observatório para integrar dados climáticos e de saúde, atualmente distribuídos em diferentes bases, e transformá-los em informações acessíveis para gestores públicos. “Não é razoável pedir a um secretário de saúde que avalie cenários futuros de aquecimento. Mas podemos pegar esses cenários e traduzi-los de uma forma que ele consiga tomar alguma atitude hoje para evitar um futuro mais complicado”, explicou.
 
A estudante do curso de Gestão Ambiental do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Emily Maria Silva, acompanhou a programação e destacou a contribuição do evento para sua formação. “Foi uma experiência que eu nunca tinha tido. As palestras trouxeram temas como as mudanças climáticas, a variação de temperatura e as ações que vêm sendo desenvolvidas nessa área, e isso me ajudou a compreender melhor o assunto, que é algo que a gente também estuda no IFPB. Contribuiu bastante para a minha formação, gostei muito de participar”, contou.
 
Com a etapa em João Pessoa, o 5º Painel Paraibano de Mudanças Climáticas encerrou seu ciclo de discussões regionalizadas, que percorreu as quatro mesorregiões da Paraíba — Sertão, Borborema, Agreste e Mata Paraibana. Ao longo das atividades, pesquisadores, gestores públicos, estudantes e representantes da sociedade civil participaram das discussões sobre os impactos das mudanças climáticas e a construção de estratégias de enfrentamento no estado.
 
Na etapa Mata Paraibana, a programação reuniu, ao longo dos dois dias, palestras, apresentações e debates sobre os desafios e oportunidades relacionados às mudanças climáticas na região. Entre os temas abordados estiveram os impactos do El Niño, tecnologias para captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), créditos de carbono, prevenção de incêndios florestais e gerenciamento costeiro, além de apresentações de startups ambientais e pesquisas desenvolvidas por universidades e institutos federais.
 
 

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