Uma operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, tornou-se a mais letal da história da cidade, superando todas as anteriores em número de mortos. A operação, batizada de “Operação Contenção”, contou com a participação de várias forças de segurança e foi direcionada contra o tráfico de drogas, especificamente contra o Comando Vermelho, uma das principais organizações criminosas do país.
De acordo com as autoridades, a operação resultou em um total de 119 mortos, sendo 115 suspeitos e 4 policiais. Além disso, foram apreendidos 10 menores e 113 pessoas foram presas, entre elas um importante operador financeiro do Comando Vermelho. A ação é considerada o maior baque que o Comando Vermelho já sofreu, com uma perda significativa de drogas, armas e lideranças.
A operação foi marcada por fortes confrontos, com relatos de execuções e torturas por parte de testemunhas e moradores. Muitos corpos foram encontrados na mata que circunda as comunidades, tendo sido removidos por moradores, que os levaram para uma praça na Penha. A situação gerou críticas de organizações de direitos humanos e do próprio ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que classificou o episódio como “lamentável”.
Mendes defendeu a necessidade de uma jurisprudência clara para operações policiais, que assegurem a proteção dos direitos fundamentais, mesmo em ações contra o crime organizado. Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos do Senado anunciou que irá investigar a operação, destacando a necessidade de esclarecimentos sobre as mortes e possíveis violações de direitos humanos.
