Mulheres vítimas de violência têm canal de atendimento na COP30

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, o Ministério das Mulheres disponibiliza um canal exclusivo de atendimento para mulheres vítimas de violência que estiverem na cidade. O serviço, operado pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, funcionará de 3 a 30 de novembro, em regime 24 horas por dia, com atendimento gratuito, sigiloso e em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A iniciativa visa garantir a proteção e acolhimento de todas as participantes da COP30, com atenção especial às mulheres amazônicas. As denúncias poderão ser feitas pela própria vítima ou por terceiros, por meio dos canais telefone (número 180, ao digitar a tecla 0 para atendimento prioritário), WhatsApp ((61) 9610-0180) ou e-mail (central180@mulheres.gov.br). Em situações de emergência, o contato direto deve ser feito com a Polícia Militar pelo número 190.

O novo protocolo de atendimento foi criado em parceria com o governo do Pará e envolve uma ação integrada entre a Secretaria de Segurança Pública do estado, a Secretaria da Mulher e o Ministério Público. As denúncias recebidas serão encaminhadas para a apuração pela Secretaria de Segurança Pública, enquanto a Secretaria da Mulher ficará responsável pelo acolhimento e oferta de serviços da rede de atendimento, incluindo suporte psicológico às vítimas. O Ministério Público exercerá o papel de monitorar o fluxo para garantir que as demandas das mulheres sejam efetivamente solucionadas.

Além de registrar denúncias, o canal também oferece informações sobre os direitos das mulheres e orientações para acessar serviços especializados como Casas da Mulher Brasileira, delegacias especializadas, centros de referência e defensorias públicas. Dados indicam que, de janeiro a setembro de 2025, o Ligue 180 registrou mais de 113 mil denúncias de violência contra mulheres, sendo que 65% foram feitas pela própria vítima, 23% anonimamente e 11% por terceiros. O atendimento por telefone totalizou 647 mil contatos, acompanhado de milhares por WhatsApp, e-mail e videochamadas.

Esta medida reforça a importância de assegurar um ambiente seguro e de respeito aos direitos das mulheres na COP30, em um momento em que a Amazônia ganha destaque global na agenda climática, ressaltando também a intersecção entre justiça ambiental e justiça de gênero.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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