Latino-americanas e caribenhas se juntam às brasileiras por igualdade

Racismo, sexismo e desigualdade social continuam a oprimir mulheres pretas e pardas não apenas no Brasil, mas também em diversos países da América Latina e Caribe. Essa realidade motivou a participação de centenas de mulheres afro latino-americanas, afro-caribenhas e da diáspora na 2ª Marcha das Mulheres Negras, realizada neste 25 de novembro de 2025, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que reuniu aproximadamente 500 mil participantes.

A mobilização, com o tema “por Reparação e Bem Viver”, ultrapassou fronteiras nacionais e representou um ato global de luta contra as violências do racismo, colonialismo e patriarcado. Juana Lopez, defensora dos Direitos Humanos do Panamá, uma das participantes, destacou a importância da união internacional: “Todos os países do mundo devem lutar pelas reivindicações das mulheres negras, por nossos direitos. Devem exigir respeito dos governos dos Estados. Por isso, viemos com tudo para essa marcha.”

A marcha reuniu mulheres negras de todas as regiões do Brasil, assim como delegações de cerca de 30 países da América Latina, do Caribe e do continente africano. A programação contou com atividades culturais como rodas de capoeira e cortejos de berimbaus, além de uma sessão solene no Congresso Nacional em homenagem ao evento. Uma canção-tema composta por Larissa Luz embalou as vozes das manifestantes que caminharam coletivamente rumo ao gramado do Congresso.

Participantes relataram que o evento fortalece os movimentos sociais que defendem os direitos da população negra e promove a valorização das identidades e culturas afrodescendentes sob diversas perspectivas, inclusive a religiosa e a de gênero. A ministra das Mulheres ressaltou a importância da marcha para a igualdade racial e de gênero, lembrando que as mulheres negras representam 28% da população brasileira e que a luta dessas mulheres deve ressoar nacional e globalmente.

Além do aspecto político, a marcha também ofereceu estrutura com áreas de descanso, atendimento médico e psicológico, espaços para crianças e apoio para o acolhimento das participantes. Para muitas mulheres, estar na marcha é uma forma de renovação da energia coletiva e aprendizado mútuo, reafirmando a resistência diante das discriminações diárias que enfrentam.

Assim, a 2ª Marcha das Mulheres Negras em 2025 não foi apenas uma manifestação nacional, mas um potente movimento global, unindo vozes contra o racismo e pela reparação histórica e pelo direito ao bem viver das mulheres negras e suas comunidades.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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