# Réveillon da Avenida Paulista 2026: 14 horas de música e fogos silenciosos marcam chegada do novo ano em São Paulo
A virada para 2026 na Avenida Paulista entrou para a história como um dos maiores eventos de Réveillon já realizados na capital paulista. Com 14 horas ininterruptas de programação musical e uma multidão estimada em mais de 2 milhões de pessoas, a celebração começou no final da tarde de quarta-feira e se estendeu até as primeiras horas da madrugada, oferecendo apresentações gratuitas de alguns dos maiores nomes da música brasileira.
A programação teve início às 14h com apresentações de artistas de música religiosa, incluindo o Colo de Deus, Frei Gilson e Padre Marcelo Rossi. A estrutura montada para o evento impressionava com um palco de 17 metros por 20 metros, equipado com painel de LED cenográfico e dez torres de vídeo distribuídas ao longo da avenida, garantindo visibilidade das atrações em todo o percurso.
Conforme o dia avançava, a programação se diversificava com apresentações de João Gomes às 18h, seguido por Belo às 19h30, Maiara e Maraísa às 20h40 e Ana Castela às 22h. Cada artista trouxe seus sucessos para animar o público que ocupava cada espaço disponível da famosa avenida paulista.
O destaque da noite ficou por conta de **Simone Mendes**, que subiu ao palco às 23h20 para conduzir a tão esperada contagem regressiva para a chegada de 2026. Sua apresentação marcou o momento mais emocionante do evento, com a cantora interrompendo seu show para fazer a contagem que seria seguida imediatamente pela queima de fogos.
À meia-noite, a Avenida Paulista foi iluminada por **15 minutos de fogos silenciosos**, a maior queima de fogos sem ruído já registrada em São Paulo. O evento utilizou 6,5 toneladas de artefatos pirotécnicos sem estampidos, uma medida adotada pela Prefeitura de São Paulo para reduzir impactos sonoros em pessoas sensíveis ao barulho e em animais. Essa inovação permitiu que todos pudessem celebrar a chegada do novo ano de forma segura e confortável.
Após a queima de fogos, a festa continuou com Latino às 1h40, encerrando a maratona de celebração por volta das 2h40 da madrugada. A operação logística foi robusta, com 500 ônibus mobilizados em 46 linhas, mais de 70 técnicos da SPTrans monitorando o sistema de transportes, e o metrô funcionando com circulação ininterrupta durante toda a madrugada. A Avenida Paulista, Alameda Santos e Alameda São Carlos do Pinhal permaneceram fechadas para veículos, garantindo segurança e fluidez do público.
O evento também contou com sete postos de atendimento médico distribuídos pela Avenida Paulista, ambulâncias e UTIs móveis integradas com unidades de pronto atendimento funcionando 24 horas. A administração municipal, através de projeções da Fundação Getúlio Vargas, estimou que a Virada na Paulista, junto com a programação de Natal e a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, movimentou mais de R$ 2 bilhões para a economia paulistana e gerou 18 mil empregos.
