Os governos do Chile, Colômbia e México condenaram veementemente o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Seus líderes enfatizaram a defesa do direito internacional, soberania e integridade territorial do país sul-americano, apelando por diálogo e soluções pacíficas em vez de violência ou interferência externa.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro adotou uma postura firme pela preservação da paz regional, rejeitando ações militares unilaterais que agravem o confronto ou ameacem a população civil. Em publicação nas redes sociais, ele reafirmou o compromisso com a Carta das Nações Unidas, destacando a proibição do uso da força e a necessidade de canais diplomáticos. Como medida preventiva, Petro anunciou ações para proteger civis, estabilizar a fronteira e atender demandas humanitárias ou migratórias, invocando a proteção de Simón Bolívar ao povo venezuelano e latino-americano.
O presidente chileno Gabriel Boric classificou a situação como uma crise que deve ser resolvida por meio de diálogo e multilateralismo, sem violência ou intervenção estrangeira. Em postagem no X, ele reiterou os princípios do direito internacional, como a não intervenção e a solução pacífica de controvérsias.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum condenou o ataque citando diretamente o Artigo 2, parágrafo 4, da Carta da ONU, que proíbe a ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado.
Em contraste, a Argentina celebrou a operação. O presidente Javier Milei divulgou comunicado oficial elogiando a captura de Maduro pelo governo americano, qualificando a Venezuela como inimigo da liberdade no continente, em paralelo ao histórico embargo dos EUA contra Cuba.
A Bolívia, por sua vez, apoiou o que chamou de recuperação da democracia venezuelana. Em nota do Ministério de Relações Exteriores, o governo de Rodrigo Paz defendeu uma transição democrática urgente para encerrar o suposto narcoestado, desmantelar repressão e corrupção, e restaurar a legitimidade institucional conforme a vontade popular.
O ataque ocorreu na madrugada de 3 de janeiro de 2026, com bombardeios em instalações militares de Caracas, Aragua e La Guaira, seguidos de uma operação relâmpago conhecida como Resolução Absoluta. Mais de 150 aeronaves, incluindo caças F-22, F-35 e F-18, bombardeiros B-1 e drones, participaram da ação, culminando na captura do casal presidencial, que foi transferido para fora do país. Donald Trump confirmou a operação em suas redes, afirmando que os EUA governarão a Venezuela até uma transição ordenada, destacando o sucesso tático e o interesse em sua indústria petrolífera, as maiores reservas comprovadas do mundo. Trump oferecera previamente US$ 50 milhões por informações sobre Maduro, acusando-o de liderar o cartel De Los Soles, sem provas apresentadas, em meio a críticas de que a ação visa afastar o país de aliados como China e Rússia.
A investida marca a primeira intervenção direta dos EUA em um país latino-americano desde a invasão do Panamá em 1989, quando Manuel Noriega foi capturado por narcotráfico. Trump descartou por ora novas ofensivas ou envio de tropas, condicionando a isso a cooperação da vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, mas advertiu estar preparado para uma segunda onda maior. O governo remanescente de Caracas denunciou bombardeios a civis e mobilizou defesas, enquanto a comunidade internacional reage à escalada de tensões no Caribe.
