Na madrugada de sábado, forças especiais dos Estados Unidos executaram uma operação militar relâmpago em Caracas e outras regiões da Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal foi transferido para Nova York, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e alianzas criminosas, com Maduro passando a primeira noite em uma prisão federal no Centro de Detenção Metropolitana de Brooklyn.
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos assumirão a administração temporária do país sul-americano até uma transição segura e criteriosa, com empresas americanas controlando o setor de petróleo, que detém as maiores reservas confirmadas de óleo e gás do mundo. A operação, batizada de “Resolução Absoluta”, envolveu bombardeios seletivos em alvos militares nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e na capital Caracas, culminando na detenção do casal após meses de planejamento, incluindo a construção de uma réplica do complexo onde se abrigavam em Kentucky para treinamentos das forças Delta Force.
A ação gerou reações imediatas ao redor do mundo, com manifestantes saindo às ruas em diversas cidades neste fim de semana. Em países latino-americanos como Colômbia, Peru e Equador, além da Espanha, grupos de venezuelanos exilados comemoraram a captura em cidades como Bogotá, Lima, Quito e Madrid. Na Cidade do México, apoiadores e opositores da intervenção se enfrentaram em frente às embaixadas da Venezuela e dos Estados Unidos, exigindo intervenção policial para conter tensões. Em Buenos Aires, na Argentina, protestos contra a ação ocorreram em frente à embaixada americana, enquanto outro grupo celebrou no Obelisco.
Nos próprios Estados Unidos, manifestações contra o ataque foram registradas em São Francisco e Nova York, ao lado de celebrações de comunidades venezuelanas. A operação, descrita por Trump como o fim de uma era de corrupção chavista, já deixou um saldo de cerca de 40 mortes, segundo relatos, e provocou denúncias internacionais de violação ao direito internacional por organizações como Amnistía Internacional e China, que exigem a libertação imediata do casal. Maduro chegou a oferecer acesso ao petróleo venezuelano para evitar o assalto, mas as negociações falharam dias antes do Natal.
