O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste domingo que boa parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta a sangue frio durante o ataque militar perpetrado pelos Estados Unidos no sábado, que resultou na captura do líder venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores. Em um vídeo oficial, acompanhado de membros das Forças Armadas, Padrino leu um comunicado rechaçando veementemente a intervenção norte-americana, descrevendo-a como uma agressão criminosa que atingiu localidades civis e militares em Caracas, nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com mísseis e cohetes disparados de helicópteros invasores.
Padrino destacou a morte de soldados, soldadas e cidadãos inocentes, sem detalhar nomes ou números exatos de vítimas, e exigiu a imediata liberação de Maduro, detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo. O governo venezuelano decretou estado de exceção, ativou planos de defesa nacional e convocou forças sociais e políticas para uma mobilização contra o que chamou de ataque imperialista, prometendo denunciar a violação da Carta da ONU e do direito internacional perante organismos globais. As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas foram colocadas em alerta para uma contraofensiva, com o ministro desafiando abertamente o presidente Donald Trump e afirmando que a Venezuela não negociará nem se renderá.
O ataque, anunciado por Trump como uma operação em grande escala, ocorreu na madrugada de sábado com múltiplas explosões ouvidas em Caracas e regiões próximas, sobrevoos de aeronaves a baixa altitude e bombardeios que deixaram pelo menos 40 mortos, segundo relatos. Tropas de elite americanas, incluindo a Força Delta, infiltraram-se no país após meses de planejamento, com réplicas exatas do esconderijo de Maduro para treinamentos, apoio de equipes da CIA em solo e um informante próximo ao presidente. Maduro e Flores foram retirados à força e levados a Nova York em um navio de guerra, onde enfrentarão acusações de liderar o Cartel de los Soles, um suposto grupo de narcotráfico sem provas apresentadas publicamente, ecoando o sequestro de Manuel Noriega no Panamá em 1989.
Trump justificou a ação como combate ao narcoterrorismo, elevando previamente uma recompensa de US$ 50 milhões por Maduro, e afirmou que os EUA comandarão a Venezuela até uma transição de governo, com controle sobre suas reservas de petróleo, as maiores comprovadas do mundo. Críticos veem na operação uma jogada geopolítica para afastar o país de aliados como China e Rússia, enquanto líderes latinos como Evo Morales, Miguel Díaz-Canel e o chanceler cubano Bruno Rodríguez condenaram os bombardeios como atos covardes e terrorismo de Estado, exigindo resposta internacional. A ofensiva surpreendeu após especulações e movimentações navais no Caribe, intensificadas desde agosto, e marca o retorno de intervenções diretas dos EUA na América Latina após décadas.
