Representantes da China e da Rússia condenaram veementemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrido no sábado, 3 de janeiro, e exigiram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A declaração foi feita durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 5 de janeiro.
O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, expressou que seu país está profundamente chocado com a ação militar e condenou fortemente os atos ilegais e de bullying dos Estados Unidos. Ele destacou que a comunidade internacional tem manifestado preocupações com as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força impostas pelos norte-americanos contra a Venezuela. Como membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos ignoraram as graves preocupações globais sobre a soberania venezuelana, violando princípios como a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais.
O representante russo, Vasily Nebenzya, afirmou que o início do ano chocou o mundo pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países. Ele descreveu o sequestro de Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, como um retrocesso a uma era de mundo sem leis, marcado pela dominação norte-americana pela força e pelo caos. Nebenzya enfatizou que não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas, condenando firmemente a agressão em desacordo com todas as normas internacionais e reiterando a demanda pela libertação imediata do casal, reconhecendo Maduro como o presidente legítimo eleito da Venezuela.
O diplomata russo solidarizou o povo da Rússia com os venezuelanos diante da agressão externa e declarou apoio incondicional ao governo bolivariano. Ele acusou os Estados Unidos de não esconderem seu desejo pelo petróleo venezuelano e de revelarem um imperialismo em relação à América Latina, urgindo a comunidade internacional a se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força exemplificados no caso venezuelano.
A operação militar americana, executada por forças especiais como a Delta Force, envolveu bombardeios e ações coordenadas em Caracas e arredores, resultando em explosões, mortes de integrantes das forças de segurança venezuelanas e interrupções no fornecimento de energia na capital. Maduro e Cilia Flores foram retirados à força do território venezuelano e levados para Nova York, onde estão detidos em um presídio federal no Brooklyn. Nesta segunda-feira, o casal compareceu a uma audiência de custódia no Tribunal Federal, para ser notificado oficialmente sobre acusações de ligações com o tráfico internacional de drogas. O presidente Donald Trump confirmou a ação como uma operação brilhante, planejada há meses com apoio de inteligência da CIA, e anunciou que os Estados Unidos comandarão a Venezuela até uma transição de governo, assumindo o controle do setor de petróleo do país.
