BC Protege+ bloqueia 111 mil tentativas de fraude em um mês

Em pouco mais de um mês de funcionamento, o serviço BC Protege+ do Banco Central bloqueou 111 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas, segundo balanço divulgado pela instituição até o início da tarde desta terça-feira. O recurso, lançado no início de dezembro, já foi ativado por 545 mil pessoas físicas e jurídicas, enquanto instituições financeiras realizaram 33 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.

O BC Protege+ funciona como uma camada extra de segurança contra fraudes de identidade, permitindo que cidadãos e empresas comuniquem oficialmente às instituições financeiras que não desejam abrir contas-corrente, poupança ou de pagamento pré-pagas, nem ser incluídos como titulares ou representantes em contas de terceiros. A consulta ao sistema é obrigatória para bancos e fintechs antes de qualquer aprovação, o que impede automaticamente operações não autorizadas e reduz riscos de golpes digitais, como a contratação de produtos financeiros em nomes falsos.

Para ativar a proteção, o usuário acessa a área logada do Meu BC com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada, localiza o serviço BC Protege+ e confirma a ativação. Colaboradores de empresas cadastrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização, com a escolha registrada imediatamente e informada automaticamente às instituições durante as consultas. O serviço é gratuito e pode ser gerenciado a qualquer momento, inclusive com acompanhamento do histórico de consultas realizadas por bancos.

Se o usuário precisar abrir uma conta ou ser incluído em outra, basta desativar temporariamente a proteção pelo mesmo acesso, com a recomendação do Banco Central de programar uma reativação automática para restabelecer a segurança logo após o procedimento. Essa flexibilidade reforça o controle individual sobre dados pessoais em um contexto de aumento de fraudes, beneficiando tanto pessoas físicas quanto jurídicas em todo o sistema financeiro nacional.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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