Brasil e Arábia Saudita avançam em negociações para ampliar parcerias nos minerais críticos, com foco em investimentos estratégicos no setor mineral brasileiro. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em agenda oficial em Riad, reuniu-se com o ministro da Indústria e Recursos Minerais saudita, Bandar Al-Khorayef, para aprofundar o diálogo bilateral e identificar oportunidades conjuntas.[1][2][3]
No encontro, Silveira destacou os avanços na governança do setor mineral do Brasil, com ênfase no papel do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) na formulação de políticas, no aprimoramento do licenciamento e na redução da burocracia.[2][5][10]
Essas medidas visam oferecer maior previsibilidade, segurança e estabilidade para atrair investimentos estrangeiros.[2][3]
O ministro brasileiro apresentou o potencial geológico do país, revelando que apenas cerca de 30% do subsolo está mapeado, apesar de o Brasil deter a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior de urânio.[3][10]
Ele também apontou o esforço do governo para destravar projetos estratégicos de minério de ferro de alta redução e de cobre, essenciais para a competitividade internacional.[2][3][10]
Silveira expressou interesse em receber representantes da Manara Minerals, fundo saudita sócio da Vale S.A. na Vale Base Metals (VBM), unidade dedicada à produção de cobre e níquel, minerais chave para a transição energética.[2][4][5]
As partes acordaram criar um grupo de trabalho bilateral, com reuniões regulares, inclusive virtuais, para estudar iniciativas conjuntas e impulsionar a cooperação.[2][4][5]
Além da extração, o ministro defendeu investimentos sauditas na cadeia de transformação mineral no Brasil, para agregar valor à produção nacional, fomentar industrialização, gerar empregos e promover desenvolvimento tecnológico.[2][5][10]
Nesse contexto, solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) em projetos de mapeamento geológico, ampliando o conhecimento do subsolo e pavimentando novos investimentos estruturantes.[3][4][5]
Silveira comparou os minerais críticos ao “novo petróleo”, destacando a integração estratégica entre mineração, indústria e energia em um cenário global de transição energética e crescente demanda por insumos como cobre, níquel, terras raras e urânio.[2][10][12]
