Um dos eletrodomésticos que mais pesam na conta mensal de energia é a geladeira, que funciona 24 horas por dia e sofre com o constante abre e fecha da porta pelas pessoas da casa, o que eleva o consumo de eletricidade. Por isso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) orienta os consumidores sobre boas práticas de instalação, uso e manutenção para reduzir o gasto energético, evitar desperdícios e prolongar a vida útil do aparelho.[1][3]
A primeira recomendação é evitar posicionar a geladeira colada à parede ou em espaços muito estreitos. Componentes como o compressor e o condensador precisam de ventilação adequada para dissipar o calor gerado durante o funcionamento. Sem esse espaço, o motor trabalha mais para manter a temperatura interna, aumentando o consumo de energia. O Inmetro sugere seguir as instruções do fabricante, que geralmente indicam uma distância mínima de cerca de 15 centímetros das paredes.[1][3]
Outra orientação essencial é evitar abrir a porta da geladeira com frequência ou mantê-la aberta por muito tempo, pois isso permite a entrada de ar quente, sobrecarregando o sistema de refrigeração. Para economizar, o ideal é organizar os produtos previamente, abrir a porta apenas quando necessário e nunca guardar alimentos ainda quentes no interior. Além disso, é importante verificar regularmente a borracha de vedação das portas, já que desgastes ou frestas comprometem o isolamento, elevam o gasto e reduzem a eficiência.[1][3]
A manutenção também é crucial: a limpeza do condensador, conhecido como serpentina e localizado na parte traseira da maioria dos modelos, é fundamental, pois o acúmulo de poeira e gordura dificulta a liberação de calor e pode disparar o consumo. O Inmetro alerta contra práticas comuns, como secar roupas atrás do aparelho, que bloqueiam a ventilação, impedem a saída de calor e prejudicam o desempenho geral.[1][3]
Ao comprar uma nova geladeira, o consumidor deve consultar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que informa o consumo mensal em kWh, e priorizar modelos com maior eficiência energética, classificados preferencialmente nas faixas mais altas, como A ou superior.[1][3][4]
