A Polícia Civil do Paraná deflagrou na terça-feira (13) a Operação Focinheira, com a prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso que roubou um lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões na cidade de Londrina. Entre os detidos estão dois policiais militares da ativa, lotados no 30º Batalhão da cidade[1][2][5].
O roubo ocorreu em 18 de novembro de 2024, na Rua Eça de Queiroz, na Zona Oeste de Londrina, quando quatro homens armados, se passando por policiais, abordaram um veículo ocupado por três pessoas vindas de São Paulo. Eles chegaram em um carro preto, bloquearam a via e anunciaram o assalto, fugindo em seguida em um carro prata[1][5][10].
As vítimas inicialmente alegaram serem delegados parlamentares em um encontro com um empresário local para um prêmio, sem revelar o valor do prejuízo na ocasião[5].
A investigação avançou após um dos criminosos deixar cair um celular no local do crime. A análise do aparelho revelou trocas de mensagens em um grupo chamado “Pit Bull Missão” ou “Missão Pitbull”, confirmando o roubo dos diamantes e ligando o dispositivo a um dos policiais envolvidos[1][2][5][8].
O grupo operava com divisão clara de tarefas: quatro executores responsáveis pela abordagem direta, um suspeito que atuou como isca para atrair as vítimas, um mentor que comandou as ações e auxiliou na fuga, além de um casal dono de uma autoescola usada como base para planejamento, troca de roupas e ocultação de veículos. Um dos executores morreu em confronto com a Polícia Militar cinco dias após o roubo[1][5][10].
A operação cumpriu cinco prisões preventivas em Londrina e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Londrina, Ibiporã, no Paraná, e em Bauru e São Paulo. Nas ações, foram apreendidas armas de fogo, munições e cheques somando R$ 11,6 milhões ou R$ 11.692.000,00, encontrados na casa de uma das vítimas[1][2][3][5][10].
A Polícia Civil investiga indícios de lavagem de dinheiro, questionando a procedência dos diamantes e os reais motivos da viagem das vítimas a Londrina. As pedras preciosas não foram localizadas, e perícias estão em andamento para rastrear sua destinação. Mandados de busca também foram expedidos contra as próprias vítimas[3][5][8].
O delegado Mozart Rocha Gonçalves, responsável pela investigação, destacou o planejamento meticuloso do grupo por meio de aplicativos de mensagens. A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e outras unidades da Polícia Civil[1][3][5].
A Polícia Militar do Paraná emitiu nota oficial afirmando que apurará os fatos administrativamente, em estrita observância à legislação vigente, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, e que não compactua com condutas que afrontem seus valores, princípios e normas. Os nomes dos presos não foram divulgados, e as investigações prosseguem para identificar eventuais outros envolvidos[1].
