O Brasil encerrou 2025 com uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, alcançando 346,1 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18,2% em relação aos 292,7 milhões de toneladas produzidos em 2024. Essa estimativa, calculada em dezembro de 2025 e divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marca o maior volume da série histórica iniciada em 1975, mais que o dobro da produção de 2012, impulsionado por ganhos de produtividade decorrentes de investimentos em pesquisa e tecnologia no campo.[1][2][7]
Arroz, milho e soja foram os principais responsáveis pelo recorde, respondendo por 92,7% da produção total e 87,9% da área colhida, que chegou a 81,6 milhões de hectares, com expansão de 3,2% ante 2024.[1][2][9] A soja atingiu 166,1 milhões de toneladas, novo recorde com alta de 14,6%; o milho, 141,7 milhões de toneladas, com crescimento de 23,6%; e o arroz em casca, 12,7 milhões de toneladas, aumento de 19,4%.[1][2] Outros destaques incluem o algodão herbáceo em caroço, com 9,9 milhões de toneladas e elevação de 11,4%; o trigo, 7,8 milhões de toneladas, mais 3,7%; e o sorgo, 5,4 milhões de toneladas, com salto de 35,5%.[1][2] A região Centro-Oeste concentrou 51,6% do total, com 178,7 milhões de toneladas, seguida pelo Sul, com 24,9%.[1][2]
Para 2026, o terceiro prognóstico do IBGE aponta uma produção de 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% ou 6,3 milhões de toneladas em relação a 2025, embora o volume revise para cima a estimativa anterior de dezembro de 2024, com crescimento de 1,2% ou 4,2 milhões de toneladas.[1][2][3][7] A retração deve-se principalmente à redução no milho (-6%, ou -8,5 milhões de toneladas), sorgo (-13%, ou -700,2 mil toneladas), arroz (-8%, ou -1 milhão de toneladas), algodão herbáceo em caroço (-10,5%, ou -632,7 mil toneladas) e trigo (-1,6%, ou -128,4 mil toneladas).[1] Em contrapartida, a soja deve crescer 2,5%, adicionando 4,2 milhões de toneladas, e o feijão de primeira safra, 3,1%, para 30,1 mil toneladas.[1][3]
O IBGE incorporou pela primeira vez a canola e o gergelim na safra de 2026, culturas que ganham relevância, ainda que limitadas a poucas unidades da federação.[1] A área a ser colhida em 2026 é projetada em 82,7 milhões de hectares, alta de 1,4%, com expansões em milho, soja e feijão de primeira safra, mas retrações em algodão e arroz.[1][3] Estados como Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Piauí esperam aumentos na produção, enquanto Paraná, Goiás e Bahia preveem quedas na área.[1][2]
