Delegada é presa em São Paulo suspeita de ligação com PCC

Na manhã desta sexta-feira, o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Serpens, resultando na prisão da delegada de polícia Layla Lima Ayub, recém-empossada no cargo e suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Empossada em 19 de dezembro de 2025, durante solenidade no Palácio dos Bandeirantes, ela é acusada de manter vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização, utilizando irregularmente sua posição para favorecer presos ligados ao grupo.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo e Marabá (PA), incluindo a Academia da Polícia Civil no Butantã, onde a delegada mantinha um armário, além de dois mandados de prisão temporária — um contra ela e outro contra seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Ele é apontado por autoridades do Norte como chefe do tráfico de armas e drogas em Roraima e integrante do PCC. O casal responde por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com indícios de que adquiriram uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com recursos ilícitos, registrada em nome de um laranja.

As investigações revelam que, apenas nove dias após tomar posse, em 28 de dezembro de 2025, Layla atuou como advogada em audiência de custódia na defesa de um traficante do PCC preso em flagrante em Rondon do Pará, a 523 quilômetros de Belém. Essa conduta viola o Estatuto da Advocacia e normas estaduais, que proíbem delegados de exercerem advocacia privada. Anteriormente identificada como advogada criminalista inscrita no Pará, ex-policial militar do Espírito Santo e integrante da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB em Marabá, ela teria acesso privilegiado a inquéritos e bancos de dados policiais para beneficiar a facção.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista e o Gaeco do Pará, sob mandados da 2ª Vara Especializada de Crimes Organizados da capital. As autoridades buscam aprofundar as apurações sobre o envolvimento da delegada com a organização criminosa. A defesa da investigada não foi localizada até o momento para comentários.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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