Dezesseis projetos concorrem em edital para restauração da Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras receberam 16 propostas para o primeiro edital do ProFloresta+, superando as expectativas iniciais de contratação.

Lançada em novembro de 2025 durante a COP30, a iniciativa prevê a compra pela Petrobras de créditos de carbono gerados por projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico, por meio de contratos de longo prazo com padrões rigorosos de integridade.

O prazo para inscrições encerrou-se em 9 de janeiro de 2026, e o volume de propostas evidencia o forte interesse do mercado em restauração florestal associada à geração de créditos de carbono de alta qualidade.

No total, o ProFloresta+ tem como meta restaurar até 50 mil hectares na Amazônia, produzindo cerca de 15 milhões de créditos de carbono, equivalentes às emissões anuais de aproximadamente 8,9 milhões de automóveis.

Essa escala pode mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos para o reflorestamento nos próximos anos.

O edital específico busca adquirir 5 milhões de créditos, divididos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs) cada.

Os projetos vencedores terão acesso a financiamentos diferenciados do BNDES, como linhas do Fundo Clima destinadas à restauração com espécies nativas, com prazos de até 25 anos e custo financeiro reduzido de 1% ao ano.

As propostas agora avançam para a fase de avaliação técnica, que prioriza critérios como integridade ambiental, salvaguardas socioambientais e efetividade dos projetos.

A Petrobras selecionará as ofertas que ofereçam o menor custo para o volume total de créditos pretendido.

O resultado final, com os vencedores, volumes contratados e valores pagos, será divulgado após o encerramento do processo licitatório, previsto para o primeiro semestre de 2026.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o programa responde a uma demanda concreta por restauração com altos padrões de integridade, atuando como política pública para ampliar a escala dessas ações no país.

Já a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, enfatizou o potencial brasileiro no mercado de carbono de base natural, reforçando os benefícios climáticos, socioeconômicos e ambientais da iniciativa, que complementa a descarbonização das operações da empresa.

Anunciado em março de 2025 como parceria entre as instituições, o ProFloresta+ integra a estratégia BNDES Florestas e atende aos compromissos de redução de emissões da Petrobras, fortalecendo o mercado voluntário de carbono no Brasil e promovendo a bioeconomia florestal.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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