O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou neste sábado o processo de pagamento das garantias a cerca de 800 mil clientes do Banco Master, Banco Master de Investimento e Letsbank, liquidados pelo Banco Central em novembro de 2025 devido a uma grave crise de liquidez, fraudes e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O valor total a ser ressarcido chega a R$ 40,6 bilhões, inferior à estimativa inicial de 1,6 milhão de credores e R$ 41,3 bilhões, após consolidação e revisão das informações pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, com apoio do FGC.[1][3]
A cobertura garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro, abrangendo o principal investido mais rendimentos acumulados até a data da liquidação. Estão incluídos produtos como contas-correntes, poupanças, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs e LCDs, com um teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos em múltiplas instituições. Pessoas físicas podem solicitar o pagamento diretamente pelo aplicativo oficial do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem usar o site da entidade. Após a solicitação e assinatura digital do termo de sub-rogação, o crédito é depositado em até dois dias úteis na conta do próprio credor.[1][3][5]
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro – preso em novembro de 2025 pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por suspeitas de gestão fraudulenta, uso de laranjas e emissão de títulos falsos, e posteriormente liberado com tornozeleira eletrônica –, enfrentou investigações que apontam prejuízos de R$ 12,2 bilhões ao sistema financeiro. Tentativas de venda para o BRB foram vetadas pelo Banco Central por riscos excessivos, levando à liquidação extrajudicial. O caso ganhou contornos institucionais, com o TCU questionando fundamentos da decisão e determinando inspeções, mas sem ameaça direta à autonomia do BC.[2][8]
Em comunicado, o FGC reforçou sua liquidez robusta de R$ 125 bilhões em novembro de 2025 e alertou para golpes: não cobra taxas, não usa intermediários, WhatsApp ou SMS, e só atua por canais oficiais como app, site, telefone, e-mail e redes sociais. A equipe do liquidante trabalhou intensamente para agilizar os arquivos, permitindo que os credores deem sequência imediata ao processo e recuperem seus recursos de forma segura e célere.[1][3]
