A partir desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, estacionar nas ruas de São Paulo pelo sistema Zona Azul ficou mais caro, com a tarifa subindo de R$ 6,67 para R$ 6,95 por hora, um aumento de R$ 0,28 ou 4,19%.
O reajuste é anual e segue a correção pela inflação acumulada no período, medida pelo IPCA, garantindo a atualização contratual do serviço. A medida foi autorizada pela Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito (SEMTRA), sob responsabilidade do secretário Gilmar Pereira Miranda, e oficializada por portaria publicada no Diário Oficial do Município no dia 14 de janeiro.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) gerencia cerca de 50 mil vagas na Zona Azul espalhadas pela capital, incluindo 48.481 vagas convencionais, 2.368 para caminhões, 2.812 para idosos, 1.189 para pessoas com deficiência com comprometimento de mobilidade (DeFis) e 73 para fretamento. Implantado na década de 1970, o sistema visa promover a rotatividade de veículos em áreas de alta circulação, limitando o tempo de permanência para evitar ocupações prolongadas e multas.
Operado pela empresa Estapar, o estacionamento rotativo exige a ativação do Cartão Azul Digital (CAD), vinculado à placa do veículo, que registra automaticamente o início e o fim da utilização. Os créditos podem ser comprados por aplicativos móveis ou em pontos credenciados, como bancas de jornal. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados até as 13h, sem cobrança em domingos e feriados, exceto em áreas especiais próximas a parques.
Para os motoristas paulistanos, especialmente aqueles que circulam pelas regiões centrais, o novo valor impacta o custo diário do estacionamento. Quem ultrapassar o tempo limite ou não ativar o CAD pode enfrentar multas e remoção do veículo.
